Festival do Conhecimento, da UFRJ, tem debate de Martin Jay sobre Bolsonaro e Trump

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Professor emérito da Universidade da Califórnia em Berkeley, o historiador Martin Jay será um dos nomes que vão debater a guerra cultural nos Estados Unidos no 3º Festival do Conhecimento da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Autor de livros como "Splinters in Your Eye: Essays on the Frankfurt School", ou farpas no seu olho: ensaios sobre a Escola de Frankfurt, Jay é um dos principais pesquisadores americanos que analisam o pensamento da extrema direita a partir de ataques ao marxismo cultural. Ele conduzirá uma palestra online diretamente da Califórnia sobre o tema nesta quinta-feira, às 14h30.

O historiador vai debater o projeto de Donald Trump e os paralelos com o governo Bolsonaro ao lado de Liv Sovik, professora da UFRJ, Rosane Borges, jornalista, professora e doutora em ciências da comunicação e Felipe Catalão, doutorando pelo programa de pós-graduação em filosofia da USP.

Quem também participa da discussão é Leonardo Santos, mestrando em comunicação e cultura na UFRJ e membro da Cátedra Otavio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e Diversidade, criada pela USP em parceria com a Folha.

A questão latente em tempos de eleição também debate o tipo de narrativas abraçadas por produtoras como a Brasil Paralelo, que enxergam a história recente sob a ótica de uma dominação da cultura pela esquerda.

Para participar de qualquer das cerca de 800 atividades do evento da UFRJ, que ocorre entre segunda e sexta-feira, basta realizar a inscrição em festivaldoconhecimento.ufrj.br. As transmissões acontecem pelo Canal da Extensão UFRJ no YouTube.

No primeiro dia do evento, às 14h30, a reitora Denise Pires de Carvalho realiza a abertura oficial ao lado da ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia e outros convidados num ato pela defesa das universidades públicas. Em seguida, às 17h, o líder indígena Ailton Krenak conduz a primeira conferência do evento dedicado às aproximações da cultura ancestral e digital.

No site também é possível ver mais detalhes da programação, que conta com a participação da educadora Eliane Potiguara, embaixadora da paz pela ONU, e os influenciadores Felipe Neto e a indígena Samela Sateré Mawéa.