Fernanda Gentil lembra machismo em coberturas esportivas: "Torcida grita 'gostosa' ou 'piranha'"

Fernanda Gentil no "Altas Horas". Foto: Fabio Rocha/TV Globo

A apresentadora Fernanda Gentil relembrou os tempos de jornalismo esportivo, área em que atuou por dez anos, para comentar episódios de machismo. Convidada do “Altas Horas” do último sábado (21), a apresentadora afirmou que repórteres de campo mulheres costumam ser mais expostas a preconceitos do tipo.

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“Você cruza o campo para falar com o jogador e, se o time está ganhando, a torcida grita 'gostosa', se está perdendo é 'piranha'. De um segundo para o outro, tudo muda. Você sofre muito, está muito exposta ali”, contou.

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Fernanda afirmou que não passou por tantas experiências negativas e disse que, a seu ver, a situação para as profissionais têm melhorado.

“Na minha época acontecia muito isso, hoje acho que já diminuiu por todos esses episódios que a gente viu, em Copa do Mundo principalmente, e sou muito otimista, sempre vejo o copo meio cheio, acho que está diminuindo sim, acho que quem faz já está percebendo que é feio fazer e as pessoas que sofrem têm mais voz hoje em dia para falar o que está acontecendo”, disse.

A jornalista está prestes a estrear no entretenimento com o programa “Se Joga”, que apresenta ao lado de Érico Brás e Fabiana Karla e entra na programação da Globo no dia 30 de setembro. Segundo ela, a nova experiência será uma “aventura”.

“Eu saí do esporte, mas ele não sai de mim nunca. Foram 10 anos realizando um sonho, eu quis muito que aquilo acontecesse. Eu costumo dizer que aquilo ali foi o sonho, o check, o sentimento de 'chegamos'. A partir dali, é me aventurar de novo, experimentar novos rumos. Mas o sonho, mesmo, foram aqueles 10 anos”, explicou.