Fendi dá início à Semana de Moda de Nova York celebrando sua bolsa "Baguette"

Em um desfile que celebrou um dos seus acessórios emblemáticos, a bolsa 'Baguette', a Fendi abriu a Semana de Moda de Nova York com um forte retorno à passarela.

A bolsa pequena se tornou um item básico da moda quando foi usada por Carrie Bradshaw, personagem da atriz Sarah Jessica Parker em "Sex and the City". Em seus 25 anos, a casa de luxo italiana não poupou esforços para honra-lá, com a supermodelo Linda Evangelista fechando o desfile de sexta-feira (9), 15 anos após seu último desfile.

A criadora da bolsa Silvia Venturini Fendi e a diretora artística das coleções femininas da Fendi, Kim Jones, colaboraram com o designer Marc Jacobs, a joalheria Tiffany & Co., a própria Sarah Jessica Parker e o fabricante japonês de bolsas Porter.

O resultado foi uma coleção inteira projetada em torno da bolsa compacta e retangular - conhecida por ser usada embaixo do ombro, como se carrega um baguete.

Com música techno pulsando no Hammerstein Ballroom de Manhattan, modelos desfilaram com todas as formas possíveis da 'Baguette'.

- Fluorescente -

Havia bolsas, sim, mas também mini Baguettes costuradas em Baguettes, ou tecidas nas próprias roupas – bolsos, parkas e suéteres; saias cargo paraquedas, capas de ópera de celofane e grandes chapéus de pele - reciclados, apontou Fendi.

Tons de prata e amarelo fluorescente se espalharam por todo o ambiente, em homenagem às fachadas de vidro dos arranha-céus de Nova York e aos coletes de segurança usados pelos trabalhadores onipresentes da cidade.

O retorno triunfante de Evangelista veio um ano depois que ela anunciou que estava deixando os holofotes após um tratamento estético que havia a "desfigurado".

Mas ela não foi a única estrela no local. Sarah Jessica Parker também estava presente, é claro, assim como o ator e modelo sul-coreano Lee Min Ho, que foi recebido por uma multidão barulhenta ao sair na 34th Street de Manhattan.

- "Insubstituível" -

Após temporadas de formatos reduzidos em 2020 e 2021 devido à covid-19, a Semana de Moda de Nova York, que abre a série de quatro grandes eventos de moda (seguida por Londres, Milão e Paris), recuperou seu ritmo frenético, com 101 desfiles no calendário oficial até quarta-feira, que receberão filas de 'fashionistas' com roupas chiques ou extravagantes.

"O espetáculo ao vivo é algo insubstituível", disse o presidente-executivo do Council of Fashion Designers of America (CFDA), Steven Kolb, à AFP.

"Acredito que a capacidade de um designer de exibir sua coleção de forma criativa para um público em um desfile é bem-vinda por compradores, editores e público", apontou.

A marca nova-iorquina Proenza Schouler também apresentou seu desfile nesta sexta-feira, no salão monumental de um dos primeiros prédios de arquitetura Beaux-Arts da cidade, no distrito financeiro de Manhattan.

Mas são as casas europeias, como a Fendi, a italiana Marni e a COS, que faz parte do grupo sueco H&M, que o CFDA está particularmente satisfeito em ver esta temporada.

"Isso realmente eleva a reputação internacional de Nova York", diz Kolb, que também vê como um reconhecimento do tamanho do mercado americano.

A marca americana Tommy Hilfiger também está entre os grandes nomes que desfilam em Nova York nesta temporada.

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