5 provas de que Felipe Prior está usando de abuso psicológico no 'BBB 20'

Felipe Prior (Foto: Reprodução)


O 'Big Brother Brasil 20' já se provou um dos mais importantes da história do programa por ter escancarado uma série de comportamentos que baseiam toda a conversa sobre o que é machismo e qual a importância da luta feminista. Mas existe ainda um outro tópico a ser explorado, dentro desse espectro: o abuso psicológico. 

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Felipe Prior, um dos participantes desta edição do programa, tem mostrado um comportamento que levantou dúvida nos internautas e, que, de novo e de novo, foi classificado como um comportamento psicologicamente abusivo. 

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Segundo o psicólogo Ronaldo Coelho, mestre em psicologia institucional, o abuso psicológico está totalmente relacionado com comportamentos que vão além do considerado normal. "Um abuso psicológico seria aquilo que excede o uso saudável de situações que provoquem a pessoa. O senso comum dá o nome de 'manipulação' à isso. De certo modo, todos nós manipulamos sentimentos nos outros: amor, desejo, ódio, carinho, raiva, culpa, medo… Sempre utilizamos a ideia de abuso psicológico para dizer da manipulação excessiva de sentimentos ruins, sobretudo para controlar a outra pessoa", explica.

Para o profissional, sempre que falamos de abuso, falamos sobre limites que não estão sendo respeitados ou nem mesmo foram estabelecidos, por isso, existe a sensação constante de violação da liberdade alheia. "Os limites são a condição de estabelecimento de uma boa relação", explica. "Somente os limites podem definir que as coisas boas numa relação valem, enquanto as que fazem mal fica de fora. Quando não se tem isso, temos a condição necessária para um relacionamento abusivo. E isso em qualquer âmbito da vida, no amor, nas amizades, na família, no trabalho, nas relações comerciais e assim por diante".

Com isso em mente e usando a relação de Prior dentro da casa do 'BBB 20' como exemplo, veja abaixo alguns indicativos de abuso psicológico: 

1.Gritos

Alteração no tom de voz pode indicar muitas coisas, mas um dos seus usos é para inspirar o medo na outra pessoa. Se existem gritos sem motivo, saiba: pode ser um sinal de uma pessoa tentando se sobrepôr a outra em um jogo de poder e medo. É um busca por silenciar o outro e fazer-se ouvir, anulando os seus argumentos. Se você perceber, esse é um comportamento constante de Felipe, que grita sempre que pode, especialmente quando fala com as mulheres - Bianca, a Boca Rosa, já sofreu muito com os gritos do brother. 

2.Terceirização da culpa

Ronaldo explica que em situações de abuso psicológico, a manipulação é uma das principais ferramentas - e é comum o abusador se fazer de vítima para terceirizar o problema. 

Na festa do líder Guilherme, na última semana, ele deixou bastante claro como isso acontece. Bem alterado, ele pediu para que todos o colocassem no paredão, para verem como estavam errados sobre ele. Não só isso, mas ele disse ter conseguido provar que todos ali dentro mentiam e que ele, no fim das contas, estava certo e estava sendo vítima da situação. 

3.Pseudo-redenção

Ainda na relação com Bianca, há alguns dias Prior praticamente implorou para que a sister acreditasse no que ele estava falando. Mesmo gritando, discutindo e falando coisas que ela não precisava ouvir, ao pedir por favor ele apela para o emocional. Bianca acabou aceitando. 

4.Joga a solução nos outros

Outro ponto importante: diante de uma situação de abuso psicológico, saiba, a solução sempre vai ficar na mão de quem está sendo abusado. Pense na discussão que prior teve com Marcela, quando disse que ela teria que se desculpar com ele por causa da sua imagem queimada fora da casa. Isso tem, sim, relação com a terceirização da culpa, afinal, Marcela acabou responsabilizada pelo o que aconteceu com ele. 

5.Rejeição em ouvir

Mais de uma vez Prior estava conversando com alguém e não só não deixou a pessoa falar como virou as costas e foi embora todas as vezes que era contrariado. Com essa atitude, o que ele diz é que não vale a pena escutar nada que não sejam as próprias opiniões e há também uma falta de aceite em reconhecer o próprios erros e ouvir o que os outros têm a dizer. 

Em relações onde essa dinâmica é muito comum, Ronaldo explica que o efeito mais perceptível é a anulação de si mesmo, quando a pessoa abusada perde noção de quem é e se confunde com o outro. "Nestes casos, estabelecer limites é complicado porque implica em se separar do outro em certa medida. E isso é sentido, muitas vezes, como abandono do outro. Por isso, vemos tantas pessoas com muitas dificuldades em colocar limites nas relações ou se desvencilhar de relacionamentos abusivos", explica o psicólogo.