Invicto como titular, zagueiro Felipe vê adaptação fácil ao Atlético e almeja nova convocação para seleção

Felipe em jogo contra o Lokomotiv pela Champions (Getty Images)


Por Fábio Paine, de Moscou

Contratado junto ao Porto por 20 milhões de euros (R$ 89 milhões) no início desta temporada, o zagueiro Felipe vai aos poucos tentando conquistar seu espaço no Atlético de Madri, que passa por uma reformulação na zaga após a saída de Diego Godín.

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Em que pese não ser titular absoluto do time de Diego Simeone, o brasileiro tem um número para se orgulhar nas três partidas e que atuou o 90 minutos até agora.

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Com ele em campo, o Atlético ainda não sofreu gols e acumula duas vitórias e um empate. Um deste triunfos foi na última terça-feira em Moscou: 2 a 0 sobre o Lokomotiv. Foi sua estreia na competição europeia com os "colchoneros" após ficar no banco contra a Juventus, na primeira rodada.

"Foi um resultado importantíssimo fora de casa em uma competição de nível muito elevado. É muito bom também voltar a jogar, ainda mais como titular. Fazia um tempinho que isso não acontecia", avaliou o brasileiro, que havia entrado em campo pela última vez em 25 de setembro.

Claro que cada titularidade é comemorada pelo atleta, mas ele sabe que cada minuto em campo é importante para ganhar a confiança de Simeone.

"Vou continuar jogando da mesma forma. Se entro para jogar cinco ou 90 noventa minutos eu sempre vou dar o meu máximo", disse ao Yahoo após o jogo em Moscou.

Felipe sabe que enfrenta forte concorrência, disputando posição com Savic, Giménez e Hermoso.

"A concorrência é grande mesmo, mas vim aqui para somar como todos os outros jogadores, não apenas os da minha posição. É preciso ter paciência, pois esta é uma equipe jovem, em reformulação. Tem muito coisa pela frente. O Cholo (Simeone) escolhe o melhor time e cabe a mim estar sempre preparado, jogando ou não", analisou.

Depois de três anos defendendo o Porto, o jogador diz que tem se adaptado rapidamente ao seu novo clube.

"Está sendo legal este começo, claro que sempre existe uma forma diferente de jogar de um clube para outro, mas isso não interfere muito e creio que estou me adaptando bem", afirmou.

"Eu fui muito bem recebido aqui, com carinho por todos que já estavam. Todos conversam bastante e para quem está chegando é sempre bom ter esta recepção. Me sinto muito bem", completou.

Aos 30 anos e com duas convocações para a seleção brasileira - atuou só por 45 minutos em vitória por 5 a 0 sobre El Salvador em dezembro de 2018-, o paulista segue batalhando para voltar ao time nacional. Vale lembrar que ele já trabalhou com Tite no Corinthians.

"Eu penso em seleção desde que comecei a jogar futebol, e agora atuando pelo Atlético não é diferente. Mas como eu falei. Preciso fazer um ótimo trabalho aqui e torcer que mais para a frente surja esta oportunidade de ser selecionado", disse.

O próximo jogo do Atlético é neste domingo contra o Valladolid.

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