Feist deixa turnê de Arcade Fire após acusações de assédio contra Win Butler

Cantora Feist no evento GRAMMY Pro Up Close & Personal no UC Botanical Garden em Berkeley em abril de 2017, na Califórnia. Ao lado, Win Butler, vocalista do Arcade Fire, no desfile anual Krewe du Kanaval em fevereiro de 2019 em New Orleans, Louisiana. (Foto: Steve Jennings/WireImage/Erika Goldring/Getty Images)
Cantora Feist no evento GRAMMY Pro Up Close & Personal no UC Botanical Garden em Berkeley em abril de 2017, na Califórnia. Ao lado, Win Butler, vocalista do Arcade Fire, no desfile anual Krewe du Kanaval em fevereiro de 2019 em New Orleans, Louisiana. (Foto: Steve Jennings/WireImage/Erika Goldring/Getty Images)

A cantora Leslie Feist publicou um comunicado em suas redes sociais nesta quinta-feira (1º) informando que não continuará como ato de abertura da turnê “WE”, do Arcade Fire. A decisão foi tomada após Win Butler, vocalista da banda, ser acusado de abuso sexual.

A canadense, que estava nos shows da banda pela Europa, afirmou que não pode resolver a situação, mas não consegue continuar trabalhando com os artistas nesse momento. “Estava num pub em Dublin, depois de ensaiar com a minha banda, quando li a mesma notícia que vocês”, escreveu a cantora e compositora.

Após o início da turnê em Dublin, Feist já havia optado por doar lucros da venda de produtos no show da instituição que protege vítimas de abuso. Na ocasião, ela ainda não havia mencionado o caso de Butler.

“Não tivemos tempo para nos preparar para o que estava por vir, muito menos a chance de decidir não voar através do oceano diante dessa situação”, declarou. “Isso tem sido incrivelmente difícil para mim e só posso imaginar o quanto foi mais difícil para as pessoas que se posicionaram. Mais do que tudo, desejo a cura para os envolvidos".

“Ficar em turnê simbolizaria que eu estava defendendo ou ignorando o dano causado por Win Butler e sair implicaria que eu era o juiz e o júri", alegou Leslie. "E eu estou reivindicando minha responsabilidade agora e indo para casa".

Na última semana, a "Pitchfork" publicou uma repostagem informando que três mulheres e uma pessoa de gênero fluido, que tinham entre 18 e 23 anos, sofreram assédio sexual. Os crimes teriam sido cometidos quando Butler estava entre 34 e 39 anos - o artista tem hoje 42 anos. Entre os relatos das vítimas, elas denunciam comportamentos movidos pela manipulação pela idade e posição de poder de Win.

Em um comunicado, Butler alega que está “muito arrependido por qualquer um que tenha magoado" com seu comportamento, mas afirma que "esses relacionamentos foram todos consensuais”. “Eu estraguei tudo e, embora não seja uma desculpa, continuarei olhando para frente e curando o que pode ser curado e aprendendo com as experiências passadas”, completou o cantor.