"Fãs queriam ver mulheres com defeitos", diz Margot Robbie sobre sucesso de Arlequina

Colaboradores Yahoo Vida e Estilo
Margot Robbie comemora sucesso de Arlequina (Foto: Divulgação/Manuela Scarpa/Brazil News)
Margot Robbie comemora sucesso de Arlequina (Foto: Divulgação/Manuela Scarpa/Brazil News)

Por Natalia Engler (@nataliapru)

O maior grupo de (anti)heroínas que Hollywood já viu está no Brasil para divulgar o filme 'Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa' e, como não poderia ser diferente com tantas mulheres poderosas reunidas, o espaço feminino no cinema foi um dos principais temas da entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta (6), em São Paulo.

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A australiana Margot Robbie, que volta ao papel da maluquinha Arlequina/Harley Queen depois do sucesso da personagem em “Esquadrão Suicida” (2016), e também produz o longa, contou como ficou surpresa que a personagem, que é uma vilã, tenha inspirado tantas meninas.

Margot Robbie fala sobre Arlequina (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)
Margot Robbie fala sobre Arlequina (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)

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“Quando saiu ‘Esquadrão Suicida’, eu fiquei confusa que estivessem transformando Harley em modelo de qualquer coisa, porque ela é daquele jeito, é cheia de falhas. Mas talvez seja exatamente isso que estivesse faltando, poder ver mulheres que também têm defeitos, acho que as meninas se identificaram com esse aspecto. Porque os homens já fazem isso no cinema há muito tempo, mas as mulheres não”, afirmou.

“Elas são perfeitamente imperfeitas”, completou Jurnee Smolett-Bell, que interpreta a Canário Negro, parte da equipe que se junta à Arlequina para combater o charmoso psicopata Máscara Negra (Ewan McGregor). O time ainda é formado por Cassandra Cain (Ella Jay Basco), Caçadora (Mary Eliabeth Winstead) e Renee Montoya (Rosie Perez) e Canário Negro (Jurnee Smolett-Bell). O filme tem estreia no Brasil prevista para 6 de fevereiro de 2020.

Rosie, 55, que interpreta uma detetive da polícia de Gotham City, falou também sobre a responsabilidade de ser uma mulher mais velha em um filme desse tipo.

“Tenho uma certa idade e queria fazer justiça às mulheres de uma certa idade, mas fiquei muito preocupada com o treinamento para as cenas de luta. Eu estava um pouco fora de forma mas nossa equipe disse que iriam me deixar forte ao mesmo tempo em que continuaríamos a treinar, e eles realmente conseguiram”, conta. “Foi transformador. Estou em melhor forma hoje do que há muitos anos, continuo treinando boxe e tenho orgulho do que me ajudaram a alcançar. Espero que todas as mulheres de certa idade consigam entender que não acabou pra gente, nosso corpo não para”.

Elenco de 'Aves de Rapina' (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)
Elenco de 'Aves de Rapina' (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)

Ela também apontou que o filme é único não só por reunir uma equipe de mulheres. “O elenco multiétnico do filme é algo que me toca. Não são só mulheres, mas também de muitas etnias, e também era assim na equipe atrás das câmeras. E o fato de que somos fortes e chutamos bundas é só a cereja do bolo. Somos personagens complexas e com camadas, e diversas, é isso que é interessante”.

Colocar Arlequina ao lado de outras mulheres foi justamente uma das motivações de Margot para retomar a personagem. “Não tinha lido os quadrinhos e me apaixonei completamente por Harley quando comecei a trabalhar em ‘Esquadrão’. Sentia que ainda tinha muito a ser explorado em relação a ela. E também queria ver ela interagindo com outras mulheres. Pra mim, ela precisava muito de amigas, e achei que seria divertido ver ela interagindo com as Aves de Rapina”, conta.

Ainda não se sabe muito sobre a trama, mas, pelo que já foi revelado, a história tem início após a separação de Arlequina e seu parceiro no amor e no crime, Coringa. É nesse momento de superar o término que ela se junta a outras mulheres para enfrentar o Máscara Negra. E, segundo a diretora Cathy Yan, veremos uma parte mais suja e degradada de Gotham City, que ainda não tínhamos visto.

Este é apenas o segundo longa da diretora de origem chinesa, que antes havia comandado o independente “Dead Pigs” (2018). Cathy foi escolhida depois de Margot, que também produz o filme, insistir que queria uma mulher para dirigir a produção.