Famosos lamentam morte de Agnaldo Timóteo, vítima de Covid

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Patrícia Pillar, Wesley Safadão, Marcelo Adnet e outros famosos lamentaram a morte de Agnaldo Timóteo, neste sábado (3), aos 84 anos. Ele estava internado desde o dia 17 de março, após receber diagnóstico de Covid-19. A morte foi confirmada pelas redes sociais por Timotinho, sobrinho do cantor. "Que tristeza... Meu carinho aos familiares, amigos e fãs", escreveu Patrícia Pillar no Twitter. Já Marcelo Adnet lembrou que Timóteo torcia para o Botafogo, assim como ele. "Vá com Deus, grande botafoguense. Lamentável fase do nosso país. Cuidem-se", publicou. "Descanse em paz, Agnaldo Timóteo, meus sentimentos aos familiares e fãs!", escreveu Wesley Safadão. Uma série de discos de sucesso lançados na segunda metade dos anos 1970 foi suficiente para inserir Agnaldo Timóteo entre os grandes cantores populares do Brasil. Antes, demorou para emplacar. Depois, não repetiu esses êxitos e teve uma carreira errática. Depois de perseguir por anos espaços em rádios, de cidade em cidade, o mineiro nascido em Caratinga, no dia 16 de outubro de 1936, gravou um disco de algum sucesso, com título ambicioso, "Surge um Astro", em 1965. Este e o disco seguinte eram repletos de versões em português de hits internacionais. Mas um breve estrelato veio depois, com "Obrigado Querida", em 1967. Entre as faixas, "Meu Grito" escrita por Roberto Carlos e rapidamente instalada no primeiro lugar em paradas por todo o país. Mas os lançamentos seguintes foram fracos, embora ele ganhasse mais espaço na mídia. Em 1972, seu sucesso com a canção "Os Brutos Também Amam", de Roberto e Erasmo Carlos, o aproximou do emergente filão da música brega. No programa de Silvio Santos, chegou a cantar essa música dentro de uma jaula com um leão. Velho e meio banguela, mas ainda assim um leão. O grande salto na carreira foi em 1975, quando ele definitivamente mirou o público do som brega. Em comparação com fenômenos de venda do gênero, como Odair José, Waldick Soriano e Reginaldo Rossi, Timóteo tinha um diferencial: o vozeirão poderoso, com tons graves que alcançavam um volume impressionante. Em shows, gostava de dispensar o microfone por um momento e exibir toda a potência da voz.