Famoso maestro do Metropolitan Opera, James Levine morre aos 77 anos

Will Dunham
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James Levine em Boston

Por Will Dunham

(Reuters) - James Levine, que foi um dos maestros mais aclamados do mundo e diretor musical do Metropolitan Opera de Nova York durante quatro décadas até acusações de abuso sexual encerrarem sua carreira, morreu aos 77 anos.

Len Horovitz, seu médico pessoal, disse que ele morreu no dia 9 de março em Palm Springs, no Estado norte-americano da Califórnia, de causas naturais.

O maestro, conhecido pela cabeleira rebelde e pelos óculos, foi reverenciado durante muito tempo pelas plateias, os cantores e a orquestra de dimensões sinfônicas do Met na catedral da ópera dos Estados Unidos, cujos padrões ele ajudou a posicionar entre os mais altos do mundo.

Levine, considerado o maestro norte-americano mais destacado de seu tempo, e talvez o mais celebrado desde Leonard Bernstein, comandou cerca de 2.500 apresentações de 85 óperas diferentes desde sua estreia no Met em 1971, mais do que qualquer um desde que este foi fundado, em 1880. Ele também conduziu algumas das maiores orquestras dos EUA e da Europa, com destaque para a Filarmônica de Munique e a Orquestra Sinfônica de Boston.

Ele renunciou à direção musical em 2016 depois de ter problemas de saúde, mas foi demitido em 2018 de seu papel reduzido no Met depois que três homens o acusaram de ter abusado deles na adolescência desde 1968. Sua última atuação no Met foi uma apresentação do Réquiem de Verdi em 2017.

Levine e o Met fecharam um acordo fora do tribunal em 2019, encerrando um processo no qual ele acusava a empresa de violação de contrato e difamação e o contraprocesso do Met.