Fall Out Boy no Rock in Rio tem baterista só de cueca e põe fogo no piano

RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 09-09-2022: Show da banda Fall Out Boy, no palco Mundo, durante o segundo dia do segundo final de semana do festival Rock in Rio, no Parque Olímpido, na zona oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 09-09-2022: Show da banda Fall Out Boy, no palco Mundo, durante o segundo dia do segundo final de semana do festival Rock in Rio, no Parque Olímpido, na zona oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Expoente da reencarnação pop do emo, nos anos 2000, o Fall Out Boy retornou ao palco Mundo, o principal do Rock in Rio, nesta sexta (9). A banda fez um show com o baterista de cueca, fogo no piano e rodinhas de bate-cabeça, logo depois de Avril Lavigne, que carregou uma multidão e causou superlotação no palco Sunset.

Com os shows encalacrados, o público ainda chegava ao palco Mundo quando o Fall Out Boy começou a tocar -com "The Phoenix", de 2013. Na segunda faixa, o hit "Sugar, We're Going Down", de 2005, já era possível notar a plateia pulando e as mãos levantadas.

Diferente de sua última apresentação no Rock in Rio, em 2017, o Fall Out Boy encontrou um ambiente muito mais favorável. Em vez de dividir a escalação com Aerosmith e Def Leppard, bandas de hard rock, eles hoje se apresentaram para um público que veio ver Green Day e Avril Lavigne, seus contemporâneos de pop punk nos anos 2000.

Mas o Fall Out Boy tem suas particularidades. O repertório da banda não se fixa nos anos de maior sucesso, e passeia por seus lançamentos ao longo das duas últimas décadas.

Algumas músicas, aliás, parecem feitas para serem cantadas por plateias imensas como as do Rock in Rio. É o caso de "My Songs Know What You Did in the Dark", de 2013, evocando os gritos do público.

Outra faixa da mesma safra, a balada "Save Rock and Roll" começou com o microfone de Patrick Stump falhando, mas cresceu com fogo saindo de seu piano e um cenário macabro criando o clima. Na performance, o baterista Andy Hurley surgiu de cueca, subindo em cima do banquinho que usa para tocar.

No palco, Stump não poupa vocais técnicos, raridade em seu gênero e geração, mas parece um tanto tímido. Quem faz as vezes de conversar com o público é o baixista Pete Wentz, introduzindo canções e agradecendo aos brasileiros.

Foi ele quem pediu para que a plateia abrisse as rodinhas de bate-cabeça, que pipocaram no entorno do palco Mundo em "This Ain't a Scene, It's an Arms Race". Este e outros sucessos dos álbuns "Infinity on High", de 2007, e "From Under the Cork Tree", de 2005, marcaram os momentos de maior animação da plateia.

Foi assim com "Dance, Dance", "A Little Less Sixteen Candles, a Little More 'Touch Me'" e "Thnks fr th Mmrs". O show teve algumas ainda mais antigas, como "Where is Your Boy" e a derradeira "Saturday", ambas de 2003.

Se não foi exatamente memorável, o Fall Out Boy mostrou que tem cancha para entreter uma multidão do tamanho do palco Mundo. Ainda mais quando está abrindo para o Green Day, banda quase obrigatória na playlist de quem é fã de Fall Out Boy.