Fafá de Belém rejeita botox, tinta no cabelo e maquiagem: “Devota da beleza natural”

Lucas Pasin
·3 minuto de leitura
Fafá de Belém apresenta Círio de Nazaré hoje (Foto: Fernanda Gomes / Divulgação)
Fafá de Belém apresenta Círio de Nazaré hoje (Foto: Fernanda Gomes / Divulgação)

A segunda-feira (05) é um dos dias mais importante do ano para Fafá de Belém. A cantora, embaixadora do Círio de Nazaré pelo mundo, realiza hoje a abertura anual do evento, algo que tradicionalmente reúne multidões, mas que neste ano será feito – por conta da pandemia de covid-19 – de forma virtual. Algo bem diferente do que Fafá havia planejado, mas, como ela mesmo diz em conversa com o Yahoo!: “estamos administrando frustrações desde março”.

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Fafá já tinha todo o projeto do Círio aprovado por uma lei de incentivo, e, quando viu diversos eventos religiosos pelo mundo se adaptando ao virtual, entendeu que também teria que mudar.

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“Quando foi cancelada a Semana Santa de Sevilha eu entendi que a gente tinha que pensar em novas possibilidades. Começamos a reescrever o círio de forma virtual. Não foi fácil”, diz ela que, aos 64 anos, precisou aprender sobre tecnologia com a filha, Mariana Belém, para abrir as portas para o mundo digital: “Fiquei mais de quatro meses fechada em casa nesta quarentena. A primeira semana foi difícil, a segunda menos. E aí fui transformando o momento de muita infelicidade em novos caminhos. Mariana veio ficar comigo e me ajudou a entender esse mundo virtual. Fui ‘povoando’ e criando possibilidade de tocar a vida a partir da janela da internet.”

Muito apegada a sua fé, Fafá de Belém vem usando o seu ‘tripé’ para enfrentar o tempo de isolamento por conta da pandemia: “Chamo de tripé quando reúno fé, esperança e alegria. Não deixei de trabalhar neste período. Aprendi a fazer café. Voltei a meditar e buscar meu eixo. As pessoas que não tinham fé tiveram que aprender a tê-la. Acredito que esse seja o momento mais difícil de cada um de nós. Temos que nos proteger para passar por esse período.”

Pandemia também trouxe ‘liberdades’

Por mais que tivesse trancada em casa, como contou, Fafá de Belém usou o período da quarentena para adquirir novas ‘liberdades’, entre elas deixar de pintar o cabelo e assumir os fios brancos. Ela apareceu no programa ‘Encontro’ recentemente e roubou a atenção pelo visual.

“Nunca imaginei que ia repercutir tanto meus fios brancos. Estava chato ter que pintar de dez em dez dias. Aproveitei esse período e deixe de pintar”, conta a cantora, que analisa: “Estou adorando ele assim. Não penso em pintar mais. Não quero mais ser escrava da tinta. Sou uma pessoa que acredita na liberdade. Foi uma libertação imensa poder usar minha raiz branca”.

Sem medo algum de envelhecer, ou de parecer velha, Fafá se define como ‘devota da beleza natural’: “Não uso botox, não tenho paciência para estar maquiada o tempo todo e tive a libertação de usar meus cabelos brancos. Confesso que nunca estive em uma paz tão grande como estou agora. Limpei os excessos. O máximo que faço é a minha ginástica facial todos os dias. Faço exercícios para pernas e abdominal, mas nada em excesso. A vida da gente tem que ser confortável”.

Minha gargalhada me protege”

Ainda falando sobre seu empoderamento e liberdade, Fafá comenta sobre uma de suas marcas registradas: a gargalhada, alta e empolgante. A cantora diz que já foi aconselhada a não rir assim, mas que hoje entende os benefícios dessa sua característica.

“Fui aconselhada a esquecer minha gargalhada. Quando criança a minha mãe tinha pavor. Depois, já adulta, várias pessoas vieram me recomendar que eu não deveria rir assim. Mas eu não sei rir de outra forma. Entendo que essa gargalhada também me protege. Tomara que ela seja inspiradora e empoderadora para muitas mulheres. Ela me liberta e me empodera”, diz a artista, toda orgulhosa de sua marca.