Facebook e YouTube removem vídeo viral com alegações falsas sobre coronavírus

Por Elizabeth Culliford

Por Elizabeth Culliford

(Reuters) - O Facebook e o YouTube disseram na quinta-feira que decidiram remover de suas plataformas um vídeo que fazia alegações sem fundamento médico relacionadas à pandemia de coronavírus.

O vídeo de 26 minutos, chamado de "Plandemic", viralizou esta semana nas plataformas de mídia social. Ele apresenta Judy Mikovits, uma ativista que, dentre outras pessoas, afirma que muitas vacinas comuns são perigosas.

Mikovits diz no vídeo que o uso de máscaras ativa o coronavírus nas pessoas, sem fornecer evidências, e critica as ordens para ficar longe das praias.

"Sugerir que usar uma máscara pode deixá-lo doente pode causar danos iminentes, por isso estamos removendo o vídeo", disse o Facebook.

Não foi possível entrar em contato com Mikovits para comentar, enquanto os produtores do vídeo não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

No vídeo, Mikovits também descreve o coronavírus como uma conspiração entre pessoas que tentam lucrar com vacinas. Ela diz que qualquer pessoa que já tenha recebido uma vacina contra a gripe teve um coronavírus injetado, sem fornecer justificativa.

A Covid-19, a doença causada pelo coronavírus, surgiu no final de 2019 e não há vacina ou cura conhecidas. As vacinas estão disponíveis para a gripe comum, causada por outro vírus.

O YouTube disse que estava trabalhando para manter o vídeo fora da plataforma, de acordo com suas regras contra "conteúdo que inclui aconselhamento médico sem fundamento científico" sobre o coronavírus.

Mas na noite de quinta-feira, cópias editadas do vídeo original permaneciam disponíveis no YouTube.

O Twitter afirmou ter impedido usuários de usar as hashtags #PlagueOfCorruption e #Plandemicmovie, mas informou que o conteúdo de um clipe mais curto publicado em seu serviço não violava sua política contra a desinformação sobre Covid-19.

As empresas estão sob pressão da Organização Mundial da Saúde e de outras autoridades de saúde em todo o mundo para fiscalizar o conteúdo nocivo e as informações falsas sobre a pandemia.

Apesar dos esforços para enfrentar o desafio, a desinformação continua a fluir, incluindo de grupos frustrados com o fechamento de empresas e medidas de isolamento social, disseminando informações falsas em mídias sociais.