Fabiana Karla aprendeu a jogar tarô para viver sensitiva em 'Verão 90'

Fabiana Karla publica ensaio de biquíni (Foto: Reprodução/Instagram)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os cabelos já estão mais claros e o sorriso, mais aberto: para participar da novela da faixa das sete da Globo, “Verão 90”, Fabiana Karla, 43, precisou transformar desde os fios até o humor. Na novela que se passa no Rio de Janeiro nos anos 1990, ela é Madá (também chamada de Freda Mercúrio), uma sensitiva que tem o dom da premonição.

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Apesar do lado esotérico ser algo incomum da personagem, Fabiana garante que tem muito a ver com ela mesma. “Me identifico com minha personagem porque sempre fui muito intuitiva”, contou a atriz ao F5. “Vim de uma família de mulheres muito fortes e sensíveis, que sempre usaram das suas intuições para tudo, e eu aprendi a ser assim também.”

Karla tem aflorado esse lado em si junto com a personagem, uma vez que o assunto já lhe era comum desde a infância – ela diz ter sido criada com benzedeiras e acreditar em energias boas e ruins. De família bastante religiosa, a atriz diz ter aprendido a ser sensível à palavra do outro. “Tem coisa que a gente não diz em casa”, conta. “A gente até diz que não é muito supersticioso, mas é um pouco sim. O Nordeste inteiro é cheio de sincretismo, crenças, e com a minha família não seria diferente.”

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Mesmo já tendo familiaridade com o assunto, Karla disse que aprendeu a jogar tarô para viver a personagem na novela. Yoga e meditação também entraram para as novas práticas da atriz. “Fiz tudo o que pudesse ser legal para compor minha personagem. Mas no fim, nada mais foi do que um encontro comigo mesma”, diz a atriz, que já buscava “desacelerar” e encontrou a oportunidade na nova personagem.

“Eu realmente precisei desacelerar e deixar o meu humor um pouco mais contido, dosar a emoção”, conta. Segundo a atriz, apesar de se tratar de uma trama de novela das sete, normalmente mais humorística, ela priorizou em sua atuação o respeito, especialmente pelo lado do misticismo.

CARREIRA A TODO VAPOR

Apesar da emoção em reviver a década de 1990 no Rio de Janeiro, Fabiana Karla passou esses anos em Recife. Na época, chegou a ter um papel no teatro, mas a carreira só veio a deslanchar mesmo nos anos 2000.

“Sinto falta de muita coisa desses anos. É uma época em que todo mundo ia para a praia e não usava muito o celular. Acho bom hoje, mas sinto falta da tranquilidade, de se encontrar só na praia, de dançar lambada com meus amigos que moravam na mesma rua. Foram coisas que provei e aproveitei bastante.” Na TV, ela esteve na “Grande Família” (2007), “Gabriela” (2012), “Amor à Vida” (2013) e “Escolinha do Professor Raimundo” (2015-2018), dentre tantos outros.

No cinema, mais papéis: viveu Zefinha em “Trair e Começar, é só Começar” em 2006, ano em que fez mais dois filmes (“A Máquina” e “Xuxa Gêmeas”). Também esteve em “Casa da Mãe Joana 2” (2013) e “O Palhaço” (2011) – esse último, que lhe rendeu uma indicação de melhor atriz coadjuvante no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Em 2017, assinou roteiro e direção do documentário “O Caso Dionísio Diaz”, sobre um menino uruguaio que salvou a irmã de uma chacina conduzida pelo avô. Mais recentemente, em 2018, Karla esteve em “Crô em Família” e “Detetives do Prédio Azul 2”.

E para ir além, já escreveu dois livros: o infantil “O Rapto do Galo” e “Gordelícias – crônicas de quatro mulheres felizes com seu corpo”. “Verão 90” é o trabalho de agora. “Meu peito está cheio de emoção em fazer esses anos 1990 ressurgirem”, ela diz.

Mas não é o único em vista: além da novela, a atriz estreará em dois filmes: “Uma Pitada de Sorte” (previsto para novembro), no qual é protagonista, e “Lucicreide Vai Pra Marte”, que conta com a atuação e produção da atriz, mas ainda não tem data de estreia definida. Mesmo com a agenda cheia, e um noivado com Diogo Mello anunciado, Karla afirma que dará continuidade a seu terceiro livro, e quem sabe lançá-lo ainda em 2019.

“Mães com Açúcar” falará sobre receitas de avós, inspirado na relação da atriz com a comida e com a sua avó. “Entrei no ramo da culinária [agora], mas sempre gostei de cozinhar. De comer, já é um fato”, brinca. “O livro é uma homenagem sincera às comidas de casa de avó.” “Vai ser um ano de colheitas, para mim.”

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