Experiências traumáticas podem acelerar o envelhecimento do cérebro, diz estudo

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Um novo estudo realizado pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, indica que passar por situações de alto estresse pode envelhecer nosso cérebro mais depressa. Experiências como perder o emprego, a morte de um filho, divórcio ou crescer com pais que abusam de álcool ou drogas estão entre os traumas que resultam em danos na saúde cerebral a longo prazo.

Participaram ao todo 1,320 pessoas que disseram ter passado por situações de estresse ao longo da vida. A idade média dos participantes era de 58 anos e eles foram submetidos a testes de diversas áreas relacionadas à memória. Os resultados mostraram que quanto maior o número de eventos traumáticos, mais fracas eram as funções cognitivas na vida adulta.

O interessante é que os negros possuem 60% mais experiências de alto estresse do que os brancos e segundo os pesquisadores, cada situação traumática entre os afro-americanos equivalem a quatro anos à mais no envelhecimento cognitivo.

“Os resultados indicam que se deve apoiar mais as pessoas de comunidades desfavorecidas, que são mais propensas a experimentarem eventos traumáticos. À medida que melhoramos a compreensão dos fatores de risco para a demência, é cada vez mais importante estabelecer o papel que o estresse e os eventos da vida estressantes desempenham”, afirma o diretor da pesquisa, Dr. Doug Brown.