Fernando Rocha: "Sair da Globo me fez sair do papel de vítima"

Fernando Rocha
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Fernando Rocha conta como a demissão da Rede Globo foi o grande salto de sua carreira e vida pessoal (Foto: Reprodução/Instagram@fernandorocha)
Fernando Rocha conta como a demissão da Rede Globo foi o grande salto de sua carreira e vida pessoal (Foto: Reprodução/Instagram@fernandorocha)

A demissão é pagina virada na minha história. O tema voltou por um motivo nobre, o lançamento do meu novo livro - que fala exatamente sobre esse assunto. "Como Ser Leve em um Mundo Pesado” é minha narrativa de reconstrução após três décadas usando o mesmo crachá e tendo o nome da empresa no meu próprio nome: “Fernando Rocha da Globo", “Fernando do Bem Estar”...

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Entender que existe vida inteligente fora da emissora [ou de qualquer outro ambiente de trabalho] é uma forma de saber que a vida continua. Centenas de vezes ouvi e também pronunciei esse mantra, demissões fazem parte do jogo. É um processo natural do mundo corporativo.

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Mas a forma de percepção desse tombo é diferente pra cada um: "Você não faz mais parte dos planos". Essa frase ainda está com todas as letras e todas as tintas, mas quanto mais eu enxergo o retrovisor mais longe ela fica. Eu sou um contador de histórias e percebi que essa seria uma história e tanto pra se contar, mas antes eu teria que aprender com elas.

Um ano inteiro se passou pra que a terra desse uma volta inteira em torno do sol e pra que eu também desse muitas voltas. Falar do livro é inevitavelmente falar sobre a demissão da Globo. Mas é também falar sobre caminhos incríveis que foram descobertos, sobre finais e partidas necessárias para que surja algo novo.

A saída de um emprego trouxe uma nova forma de lidar com as pessoas, trouxe um tempo diferente aos dias da semana e uma revisão na escala de valores. Uma das palavras que ganharam forma e conteúdo foi essa: ESSENCIAL. O que é? Quando é?

São perguntas retóricas e as respostas são exercícios de vida. Foi assim aos poucos e sempre que encontrei uma forma de caminhar. O livro tem esse mapa de locomoção na neblina. Por mais forte que seja, o nevoeiro não impede o movimento, mas tem que ser um passo de cada vez.

A demissão me fez aprender a observar os sinais, a ter resiliência, bom humor, trocar o papel de vítima pela iniciativa e também valorizar sentimentos que não são tão festejados, como o medo e a tristeza por exemplo. Eles existem e fazem parte do que a gente é.

O movimento faz parte da vida. Quanto mais o tempo passa mais eu entendo. O meu foi esse e me trouxe até aqui.

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