Ex-vocalista do Twister lembra época em que dividiu cela com irmãos Cravinhos

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O cantor Sander Mecca, ex-integrante da banda Twister. Foto: reprodução/Instagram/sandermecca
O cantor Sander Mecca, ex-integrante da banda Twister. Foto: reprodução/Instagram/sandermecca

Resumo da notícia

  • Sander Mecca, ex-Twister, recorda período na cadeia ao lado dos irmãos Cravinhos

  • Cantor foi condenado por tráfico de entorpecentes nos anos 2000

  • Ele diz que Daniel escrevia diariamente para Suzane von Richthofen e chorava de madrugada

Ex-integrante da boyband Twister, famosa nos anos 2000, o cantor Sander Mecca conheceu de perto Daniel e Cristian Cravinhos, condenados pelos assassinatos de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane. O artista, de 38 anos, lembrou o período em que dividiu cela com os irmãos, depois de ser condenado por tráfico de entorpecentes, aos 19.

"Quando eu fui para a cela dele, me disseram: 'Você vai morar com o Daniel Cravinhos, tem que descolar um capacete', e eu nem me liguei na piada. 'Os caras matam dormindo, na paulada', me explicaram. Eu dou risada agora, mas na hora, demorei muito para rir", contou ele ao portal Uol.

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Sander, que relatou no livro "Inferno Amarelo" o período que passou no Centro de Detenção Provisória 2 de Chácara Belém, em São Paulo, conta que foi bem recebido por Daniel e os outros presos. Cristian, alocado em outra unidade, foi transferido depois de algum tempo para a mesma cela, apelidada de "Casa dos Artistas".

"Éramos obrigados a conviver bem. Nossas famílias se conheciam, em dia de visita, trocávamos comida. Quando chegava chocolate da família, a gente dividia", recordou. "Na cadeia, temos que respeitar e aceitar quem está ao nosso lado."

Segundo o cantor, Daniel Cravinhos contava a mesma versão do filme "A Menina Que Matou os Pais" sobre o crime que chocou o país em 2002. Ele acredita que Suzane tenha manipulado o então namorado para cometer os assassinatos.

"Ela dizia que o pai a violentava, que ela chegava toda machucada. Falava que odiava os pais e queria a morte deles. Até que ele não aguentou. A Suzane disse para ele: 'ou você me ajuda, ou eu vou embora'. Ele a amava muito", afirmou.

Sander se lembra de ver Daniel escrever cartas diariamente para a jovem e testemunhá-lo chorando. "Eu o via acordando de madrugada, aos prantos. Ele sentava na pedra — porque a cama era de pedra — e falava que tinha pesadelos frequentes: ele via o Manfred sentado na cama, todo ensanguentado", contou o cantor, que perdeu o contato com os irmãos ao deixar a cadeia, em 2005.

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