Ex-BBB Marcela: “As pessoas não falam o que gostam no sexo. Moralismo, né?"

Lucas Pasin
·3 minuto de leitura
Marcela Mc Gowan, ex-BBB (Foto: Reprodução/Instagram @marcelamcgowan)
Marcela Mc Gowan, ex-BBB (Foto: Reprodução/Instagram @marcelamcgowan)

Marcela Mc Gowan, depois de participar do ‘BBB 20’, ganhou uma legião de fãs, especialmente mulheres que admiram a postura da médica sobre diversos temas, muitos deles relacionado ao feminismo e sexualidade. Ginecologista, a ex-BBB criou até um curso para incentivar que todos falem mais sobre sexo e, em conversa exclusiva com o Yahoo, classificou o tema como um grande tabu até mesmo entre os casais.

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“Há um grande moralismo ainda em cima do sexo, né? Algumas religiões acabaram contribuindo muito para criar essa ideia de que é algo impuro ou ruim. O machismo também tem um grande peso, principalmente falando de sexualidade feminina. As pessoas sentem que serão julgadas se falarem de sexo”, ressalta a médica, que só acredita numa mudança neste cenário quando conversas sobre sexualidade forem normalizadas na sociedade. Além disso, ela aponta que é preciso cobrar por educação sexual nas escolas.

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Marcela destaca ainda que um dos grandes problemas de casais é a falta de comunicação e que os pares não falam sobre o sexo dentro da relação: “Medo de ofender ou de ser mal interpretado são alguns dos motivos. As pessoas não falam sobre o que gostam no sexo, o que não gostam, o que gostariam de tentar. Fica sempre aquele peso do ‘não dito’”.

E o sexo para corpos fora do padrão?

Para a médica e ex-BBB o assunto se agrava quando falamos de corpos fora do padrão. Ela aponta como pessoas são negligenciadas na questão sexual. “É como se multiplicasse o tabu, né? Realmente se fala muito pouco de sexualidade além do padrão. É algo que tenho refletido muito e buscado ler e entender como comunicar de maneira não excludente. O próprio sexo na terceira idade é algo que pouco falamos”.

Gay, Lésbica, Bi, Pan ou Hétero

Rótulos para falar sobre sexualidade e a famosa sigla LGBTQIA+ são apontados pela médica como essenciais para que as pessoas consigam criar alguma identificação ao falarmos de sexualidade. No entanto, ela espera que um dia nada disso seja mais necessário.

“Gosto de imaginar um mundo que rótulos não são necessários. Mas, no momento, por uma questão de legitimação, de identificação, de lutas, ainda é importante ter essas divisões”, explica Marcela sobre sua opinião.

Ainda sobre seu desejo para um futuro mais saudável para o tema, Marcela – que em setembro inicia uma jornada de palestras gratuitas sobre sexo com saúde para estudantes e profissionais de saúde - deseja que falar de sexo seja considerado algo “leve e normal”: “Sonho com o dia que não sejamos tão hétero e cisnormativos, nem presos a padrões, e que as mulheres se empoderem de seus corpos e prazeres. É preciso espalhar informação sem tabu.”