Ex-aluno que processou Aguinaldo Silva manda indireta sobre saída do autor da Globo

***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL, 28/10/2018 - O dramaturgo Aguinaldo Silva antes do encerramento da Mostra Cênica SP 2018. Coluna Monica Bergamo. (Foto: Greg Salibian/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O escritor Silvio Cerceau, envolvido em polêmica com Aguinaldo Silva, 76, mandou uma indireta sobre a saída do autor da rede Globo, anunciada pela emissora nesta quinta-feira (2).

Através da rede social, o ex-aluno de Aguinaldo compartilhou uma imagem com a frase: "Cada um colhe o que planta", recebendo diversos comentários dos seus seguidores.

"Concordo plenamente, esperei por esse momento da mesma forma que você", afirmou um internauta. Já outro seguidor criticou a atitude do roteirista: "Realmente ele está colhendo quase 50 anos de bons trabalhos, reconhecimento e muito dinheiro. E você é quem na fila do pão?".

A Globo anunciou a saída de Aguinaldo relembrando sucessos do autor. "Sem nova obra prevista, a Globo decidiu não renovar o contrato com o autor Aguinaldo Silva. Ao longo dos mais de 40 anos dessa parceria de sucesso, foram mais de 20 trabalhos em conjunto, entre os quais 'Império', que ganhou o Emmy Internacional de Melhor Novela em 2014", diz o comunicado.

Em 2018 Cerceau entrou na Justiça pedindo que seu nome fosse incluído nos créditos da novela "O Sétimo Guardião", reivindicando coautoria da trama exibida na Globo. Segundo ele, a história teria nascido e tomado forma dentro da sala de aula em 2015. Outros seis alunos também pediram remuneração e reconhecimento.

Na época, Aguinaldo afirmou que não comentaria um caso pendente de avaliação pelo Judiciário. "Não é de bom tom que as partes se pronunciem ou alardeiem suas próprias opiniões, que são conflitantes, sobre ele. Quem tem que se pronunciar é a Justiça. E ela, no seu devido tempo, certamente assim o fará."

A Globo também não comentou sobre o caso, informando através da assessoria que "não faz parte da ação judicial mencionada e não comenta casos pendentes de avaliação do Judiciário".