Saiba como evitar a acne, doença que tem levado mulheres adultas à depressão

A doença também traz transtornos emocionais (Getty Images)

É comum que adolescentes tenham surtos de acne durante o período da puberdade e, ao chegar na vida adulta, o fim da explosão de hormônios leva consigo as espinhas. Porém, há pesquisas que indicam que a figura geral pode ter mudado, atingindo cerca de 40% das mulheres adultas com a doença.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Siga a gente!

Acne adulta está relacionada ao modo de vida

A Acne na Mulher Adulta, também conhecida como AMA, tem crescido exponencialmente atingindo mais de 16 milhões de brasileiras entre 25 e 40 anos. Diferente da acne na adolescência, a AMA pode estar associada ao hábito de vida praticado na vida moderna.

De acordo com um estudo conduzido pelo dermatologista Marco Rocha, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a acne afeta ainda o estado emocional das mulheres, levando à depressão e transtornos de ansiedade, independentemente da gravidade do quadro.

Leia também

A diferença entre a acne “adolescente” e a AMA

A acne comum costuma se manifestar na "zona T" do rosto (testa, região superior das bochechas e nariz), já a AMA atinge principalmente a "Zona U" (mandíbula, queixo e pescoço).

A AMA atinge a "zona U" (Getty Images)

Muito mais do que as questões estéticas, as acnes também se diferenciam por sua causa, o que influencia no tratamento. "Diferenciar os dois tipos da doença é essencial para a escolha do tratamento adequado para a mulher adulta e o melhor controle da doença", explica a dermatologista Ediléia Bagatin, professora da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

E o Brasil tem se destacado na área de pesquisas dermatológicas, liderando descobertas e ganhando expertise no assunto, enxergando a paciente de forma holística. O que é uma boa notícia para as brasileiras, pois uma das principais características da AMA é que a doença possui uma evolução crônica, portanto é preciso ser reconhecida mais cedo para o início do tratamento a longo prazo.

A vida moderna é uma das principais causas da AMA

A doença pode ser causada por vários gatilhos como alterações genéticas, histórico familiar, tipos de peles, estresse e hábitos do cotidiano. O consumo elevado de alimentos com alta carga glicêmica e certos laticínios, a obesidade, tabagismo e a exposição excessiva ao Sol também estão entre as causas e os fatores agravantes.

Além disso, lembra a dermatologista, “é preciso investigar ainda se o quadro está relacionado com alterações hormonais ou doenças endócrinas, como a síndrome do ovário policístico, por exemplo”.

A cura para a AMA

A doença é tratável por meio da combinação de terapias. O guia de conduta clínica da AMA publicado em fevereiro de 2019 sugere a utilização de produtos tópicos, como o ácido azelaico, e um anti-andrógeno sistêmico, como a pílula anticoncepcional, como ferramentas terapêuticas eficazes no tratamento da doença.