Evan Rachel Wood, de 'Westworld', revela que já tentou suicídio

(Imagem: divulgação HBO)

Evan Rachel Wood, atriz da série exibida pela HBO ‘Westworld’, escreveu um artigo para o site Nylon revelando seu histórico de luta contra a depressão e outros problemas psicológicos. No texto, ela revela que tentou cometer suicídio aos 22 anos, cerca de uma década atrás.

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“Eu não sou especialista em saúde mental, mas posso compartilhar com vocês uma das minhas experiências”, escreve. “Quando tinha 22 anos, eu me internei numa clínica psiquiátrica por vontade própria, e não tenho vergonha disso. Olhando para trás, foi a pior e melhor coisa que já me aconteceu.”

A atriz não dá detalhes sobre como tentou tirar a própria vida, mas conta que ligou para a mãe pedindo ajuda após a tentativa, dizendo que precisava ser internada. “Foi um daqueles momentos em que você tem uma escolha que vai além do que a escolha inicial que você faz ao pedir ajuda: você pode não morrer, ou você pode voltar a viver”, lembra.

“Eu não recomendo ter uma experiência de quase morte, de maneira nenhuma, mas posso dizer que muita gente que passa por isso volta com uma perspectiva bastante diferente sobre a vida”, continuou.

Na época, a atriz, que começou a carreira aos sete anos, já tinha se destacado pela participação em filmes como ‘Aos Treze’ (2003), ‘Across The Universe’ (2007) e ‘O Lutador’ (2008). De acordo com seu relato na Nylon, ela sofre de stress pós-traumático, depois de ter sido estuprada e passado por relacionamentos abusivos na juventude.

“Eu tinha medo de estar sozinha, mas também não conseguia ficar entre outras pessoas. Mal podia sair da minha própria casa. Não conseguia dormir porque cada pequeno ruído era ensurdecedor. Eu ficava na defensiva, era impulsiva, ainda não tinha mecanismos saudáveis para lidar com isso. Eu perdi amigos. Eu perdi oportunidades de trabalho”, descreve.

Wood ainda faz um apelo por mais empatia com vítimas de distúrbios psicológicos: “O que nos vemos na aparência pode ser muito diferente do que aquilo que realmente está acontecendo debaixo da superfície. É por isso que precisamos entender que ‘escolhas ruins’ muitas vezes são um pedido de ajuda. Especialmente em pessoas jovens que não têm experiência suficiente para gerenciar seus sentimentos”, alerta.