Eva Wilma estuda texto de novo filme em UTI de hospital em São Paulo

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*ARQUIVO* São Paulo, 02/11/2017 -  Eva Wilma. (Foto: Mastrangelo Reino/ Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, 02/11/2017 - Eva Wilma. (Foto: Mastrangelo Reino/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atriz Eva Wilma, 87, não parou de trabalhar nem na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde está internada desde quinta (15) para tratamento de problemas renais e cardíacos. O estado de saúde dela é estável e respira espontaneamente, segundo boletim médico divulgado nesta terça (20).

Na noite de segunda (19), sua equipe compartilhou no Instagram uma foto da atriz ensaiando um texto para gravar um off do filme "As Aparecidas", que teve as gravações interrompidas. "Foi gravado ali mesmo e depois finalizaremos em estúdio", diz a publicação na rede social.

"Quem tem a arte na veia sabe que 'o show tem que continuar'. O trabalho é vida. Como diria Gonzaguinha: 'um homem sem trabalho não tem honra, e sem a sua honra se morre, se mata'. Eva sempre lúcida. Sairá melhor", diz a publicação na rede social.

Esta é a segunda vez que Eva Wilma é internada neste ano. No dia 7 de janeiro, ela foi hospitalizada no Hospital Vila Nova Star, da Rede D'Or, também em São Paulo, por causa de uma pneumonia. Ela chegou a passar 9 dias na UTI.

Na ocasião, ela fez exames que descartaram que ela tivesse sido contaminada pelo coronavírus. "Não há relação com a Covid-19. Ela está consciente, mantendo estabilidade hemodinâmica e boa evolução clínica", dizia o boletim médico divulgado na época.

No ano passado, a atriz participou de uma série de entrevistas feitas por Pedro Bial para homenagear os 70 anos da televisão brasileira, completados em 18 de setembro. Uma das histórias que chamou mais a atenção foi a da quaseo escalação para um filme do cineasta Alfred Hitchcock.

Wilma relembrou que estava com o marido almoçando nos estúdios da Universal Pictures, em 1969, quando um agente se aproximou dela. "Ele veio me perguntar se poderia me fotografar, pois Hitchcock estava procurando uma atriz latino-americana para fazer o papel de uma cubana em um filme muito importante."

Ela disse que se deixou fotografar e retornou ao Brasil. Passados alguns meses, uma pessoa entrou em contato para convidá-la para participar do teste: "Fui para Hollywood no dia seguinte". Wilma recorda que Hitchcock tinha uma casa só para ele nos estúdios e que "parecia mais uma casa de filme de terror mesmo".

Depois de três meses, a atriz diz que foi escolhida uma alemã [Karin Dor] para o papel da cubana. "O meu consolo, também, digo para me conformar, é que 'Topázio' [1969] não foi um dos bons filmes de Hitchcock. Eu assisti e falei: 'Esse papel não era para mim'. Mas era para me conformar, porque eu queria ter feito."