Estresse: conheça os efeitos e os cuidados com a pele

Redação Vida e Estilo
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O estresse tem efeitos psicológicos e físicos (Getty Images)

Insônia, irritabilidade, cansaço. Muitos são os efeitos do estresse no organismo e, por vezes, apenas esse tipo de sintoma é levado em consideração. Mas o estresse crônico também pode afetar o corpo de outras maneiras, refletindo fisicamente na pele.

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“O estresse causa uma resposta química no corpo, o que torna a pele mais sensível e reativa. Também pode dificultar a recuperação de problemas de pele preexistentes”, explica a dermatologista Juliana Toma, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A pele funciona como barreira

Isso acontece porque a pele tem a função de regular a permeabilidade epidérmica e atua como um sistema de defesa físico, químico e antimicrobiano, explica a dermatologista. “A alteração destas substâncias têm efeito indireto na funcionalidade da pele como barreira de defesa e homeostase”, continua.

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Além disso, a pele também sofre ação do sistema endocrinológico, “portanto também é afetada pelo sistema emocional”, aponta a dermatologista Sylvia Ypiranga, membro do Departamento de Cosmiatria da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). A especialista complementa que a pele possui diversos receptores sensoriais, podendo sentir dor e prazer como em nenhuma outra região do corpo e, portanto, sofrer grandes impactos.

As causas podem ser muitas e as consequências também. Ainda segundo a médica Juliana Toma, níveis exagerados de estresse podem agravar condições já existentes, como psoríase, vitiligo, eczema, acne, rosácea, e causar efeitos colaterais, como transpiração excessiva e perda de cabelo. Além de reações indesejadas como urticária e erupções cutâneas. “Essa situação, se não controlada, pode levar a coceiras, formação de feridas e até infecção secundária. Pode ser um sinal de alerta e deve ser identificado o quanto antes”, recomenda Sylvia.

Como reduzir esses problemas?

A maioria das erupções cutâneas causadas por estresse é leve e seu impacto pode ser gerenciado. Mas, nem por isso a atenção deve ser menor. Veja algumas dicas para se prevenir:

  • Dormir o suficiente para descansar o corpo, sendo de 7 a 8 horas por noite o recomendável.

  • Evite situações que desencadeiam estresse, como pressões psicológicas, prazos no trabalho, provas e outras demandas. “Um pouco de estresse faz parte da nossa vida, mas quando começa a afetar nossa rotina, relacionamentos, sono e trabalho, precisamos perceber os sinais e tratar”, argumenta Juliana.

  • Procurar alternativas para manter os níveis de estresse regulados. “Algumas vezes, medidas de autocontrole, como respiração, meditação e Yoga podem levar a um reequilíbrio na liberação destes mediadores”, aponta Sylvia. “Em casos mais resistentes, o médico deve ser procurado e pode prescrever medicações tópicas, que controlam os sintomas (coceira) e até medicações sistêmicas, que podem diminuir os mesmos. É importante identificar os fatores relacionados e, se necessário, enfrentá-los, com auxílio de psicoterapia”, completa.

Além dos cuidados, de modo geral, vale ressaltar que se o estresse é um potencializador de um quadro dermatológico, “ele deve ser tratado também, mesmo que associado ao tratamento dermatológico”, conclui Sylvia.