Estrelas do pop criticam governo britânico por fim da livre-circulação com Brexit

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(Arquivo) Cantora britânica Dua Lipa em videoconferência, em 24 de novembro de 2020, nos 63º Grammy Awards

Devido ao Brexit, os músicos não podem mais circular livremente entre o Reino Unido e a União Europeia (UE) para suas turnês, devido à falta de acordo entre Londres e Bruxelas, o que gerou protestos de estrelas como Dua Lipa, ou Thom Yorke.

O cantor do Radiohead chamou o governo de Boris Johnson de "brando", e Tim Burgess, líder do grupo indie The Charlatans, acusou o Executivo de "tratar os artistas com (...) desprezo".

Hoje, porém, o governo britânico anunciou que propôs à UE "um ambicioso acordo sobre viagens de negócios temporárias que teria coberto os músicos".

E "a UE recusou", disse um porta-voz do primeiro-ministro.

Segundo o jornal The Independent, que citou uma fonte europeia em Bruxelas, foi o Reino Unido que rejeitou uma proposta padrão da UE. A oferta concedia uma isenção de visto de três meses para artistas e criadores, em busca de melhores condições.

Assim, com o fim da livre-circulação entre o continente e o Reino Unido a partir de 1º de janeiro, todos os músicos agora devem obter vistos individuais antes de viajar para qualquer país da UE, e todos eles no caso de uma turnê continental. Este é um processo que implica custos adicionais em tempo e dinheiro.

Uma petição ao governo e ao Parlamento, pedindo isenção de visto para profissionais da música e outros artistas, coletou mais de 247.000 assinaturas até o momento.

Várias estrelas, incluindo Louis Tomlinson (One Direction), Thom Yorke (Radiohead) e Dua Lipa, pediram o apoio dos fãs ao abaixo-assinado.

A indústria musical britânica já está devastada pela pandemia da covid-19, e as novas restrições contra o coronavírus adiaram, por tempo indeterminado, o retorno às salas de concerto, turnês e festivais.

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