Estilista Alber Elbaz é sepultado em Israel

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O estilista Alber Elbaz após defile em Paris, em 27 de setembro de 2012

O funeral do estilista israelense-americano Alber Elbaz, ex-diretor criativo da Lanvin, que morreu de covid-19 aos 59 anos, aconteceu nesta quarta-feira (28) em Israel.

Adorado pelas estrelas e respeitado pelos colegas, Elbaz - que havia revitalizado a casa Lanvin - morreu no sábado em Paris, deixando a indústria da moda de luto.

Centenas de pessoas - familiares, amigos e personalidades da moda - compareceram ao funeral no cemitério da cidade de Holon, ao sul de Tel Aviv, onde Alber Elbaz cresceu depois de chegar de seu país natal, o Marrocos.

Diante de seu caixão, coberto por um xale de oração judaico (talit), seu companheiro Alex Koo relembrou, com grande emoção, o início da carreira do estilista que deixou Israel "com apenas uma mala e cheio de sonhos, esperanças e talento cru e intuitivo".

Reconhecível por sua silhueta, seus óculos e sua gravata borboleta, Alber Elbaz, 59 anos, marcou o mundo da moda com seus vestidos curtos, muitas vezes pretos, populares entre as atrizes de Hollywood como Natalie Portman, Cate Blanchett ou Sienna Miller.

Elbaz começou sua carreira com o estilista americano Geoffrey Beene em Nova York, antes de ser contratado por Guy Laroche.

Ele então assumiu a difícil tarefa de substituir Yves Saint Laurent na linha prêt-à-porter do francês em 1998, antes de ingressar na Lanvin em 2001.

Ao seu comando por 14 anos, conseguiu a façanha de devolver o brilho à Lanvin, a marca de alta-costura mais antiga da França. Ele afirmou seu estilo e sua visão da moda feminina. Uma moda funcional que deve acompanhar os corpos e valorizá-los.

Em 2015, Elbaz foi demitido da Lanvin. Uma partida brutal e traumática para o criador, que teve dificuldades em se recuperar. Nos anos seguintes, manteve a discrição, produzindo algumas colaborações.

Notavelmente, assinou uma coleção para Tod's envolvendo bolsas e sapatos e outra para a marca de tênis Converse.

No final de 2019, juntou forças com a suíça Richemont para criar a sua própria marca "AZ Factory", que pretendia ser "funcional e adequada a todos".

"Mais do que qualquer outro criador contemporâneo, Alber ouvia e não ditava às mulheres como se vestir", disse Lea Peretz, professora do Shenkar College, escola de arte e design de Israel e amiga pessoal de longa data do estilista, no funeral.

"Ele não tentou nos mudar, nos transformar em fantasias, mas ao contrário, conseguiu ver a complexidade e as necessidades que a modernidade impõe à vida da mulher contemporânea", acrescentou.

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