Estados já têm crise por falta de doses da vacina contra covid

Redação Notícias
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A health worker is inoculated with the CoronaVac vaccine against the novel coronavirus COVID-19 at the Clinicas Hospital in Sao Paulo, Brazil, on January 18, 2021. - Brazil's health regulator gave the green light for the Oxford-AstraZeneca vaccine and China's CoronaVac to be used as the Latin American giant suffers a devastating second wave of the coronavirus. (Photo by Nelson ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
A health worker is inoculated with the CoronaVac vaccine against the novel coronavirus COVID-19 at the Clinicas Hospital in Sao Paulo, Brazil, on January 18, 2021. - Brazil's health regulator gave the green light for the Oxford-AstraZeneca vaccine and China's CoronaVac to be used as the Latin American giant suffers a devastating second wave of the coronavirus. (Photo by Nelson ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

Os secretários de Saúde estaduais já esperam uma nova crise da vacina com a falta de doses suficientes para imunizar mesmo os profissionais de saúde de suas regiões.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, iniciou, nesta segunda-feira (18), a distribuição de 6 milhões de doses da Coronavac, vacina do Instituto Butantan. Inicialmente, Pazuello anunciou a vacinação para quarta-feira (20), mas antecipou a data, após pressão dos governadores.

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A preocupação dos dirigentes estaduais é que essas doses distribuídas vão acabar rapidamente.

Segundo previsão do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), em alguns estados a quantidade de vacina disponibilizada vai durar apenas três dias.

Na avaliação de um dos dirigentes, ouvido pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a pressão vai se intensificar na ponta, sem a perspectiva de chegada rápida de novos imunizantes para hospitais e postos de saúde dos municípios, e a alta de casos de covid-19.

O Instituto Butantan tem apenas mais 4 milhões de doses já prontas para distribuição, e que ainda vão ser aprovadas pela Anvisa para poder ser disponibilizadas aos estados. O número, no entanto, é insuficiente para uma ampla cobertura vacinal.

Até março, a instituição deve disponibilizar 46 milhões de doses: 6 milhões que começaram a ser distribuídas hoje, as 4 milhões que vão ser aprovadas e mais 36 milhões que ainda não estão prontas. Segundo o Butantan, as novas doses dependem da chegada do princípio ativo da Coronavac (IFA) da China para a produção.

Em contrapartida, a vacina de Oxford/Astrazeneca só deve começar a ser disponibilizada em larga escala no país depois de março pela Fiocruz.

O Ministério da Saúde tentou importar, da Índia, um primeiro lote de 2 milhões da vacina inglesa de forma emergencial, mas ainda não há uma data confirmada para que os indianos forneçam o imunizante ao Brasil.

O número também é pequeno para o tamanho da população brasileira.