Especialistas afirmam que mães mais velhas não pensam nos problemas que seus filhos irão enfrentar

Especialistas alertam que mães mais velhas podem acarretar problemas para as crianças, no futuro. [Foto: Getty]

Uma renomada especialista criticou mulheres que se tornam mães com mais idade, afirmando que elas “não pensam” nas consequências futuras que seus filhos podem enfrentar.

“Pesquisas mostram que a vontade de ser mãe é tão forte que elas não pensam nos problemas que o filho enfrentará, até que a criança nasça,” diz a Dra. Julianne Zweifel, psicóloga clínica da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, especialista em infertilidade e questões reprodutivas.

Em uma palestra na conferência American Society for Reproductive Medicine em Denver, ela falou sobre o efeito “traumático” que os pais e mães mais velhos podem ter sobre seus filhos.

Segundo ela, as crianças pequenas não são capazes de lidar com o fardo do envelhecimento dos pais. “Os estudos sugerem que é traumático para uma criança perder um pai ou mãe em uma idade precoce. Além disso, o impacto emocional de ser o cuidador de um adulto que está envelhecendo pode ser devastador”.

“Se você é um adolescente, não está preparado para lidar com esta angústia ou responsabilidade”.

O aumento do número de mães mais velhas

Houve um aumento na quantidade de bebês nascidos de mães mais velhas nos últimos 15 anos. Antes chamadas de “mães geriátricas”, atualmente o termo usado pelo NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) para designar as mães com mais de 35 anos é “idade materna avançada”.

No Reino Unido nasceram, em 2016, 2.048 bebês de mães entre 45-49 anos, em comparação com 705 em 2001. No mesmo ano, houve 218 nascimentos de bebês de mães entre 50-54 anos, comparados com 53 em 2001.

Geeta Nargund, médica da clínica britânica Create Fertility, também falou sobre as potenciais complicações relacionadas ao parto, no caso de mulheres mais velhas que optam pela maternidade – principalmente aquelas que estão usando óvulos doados para engravidar após os 50 anos.

Ela disse: “O sistema de saúde acaba arcando com centenas de milhares de libras para lidar com complicações gestacionais e neonatais, como abortos espontâneos, pré-eclâmpsia, partos de múltiplos e natimortos, por causa destas mulheres.

Não são apenas as mulheres mais velhas que acarretam riscos para as crianças. “Os pais mais velhos também podem ter filhos com maior risco de autismo e dificuldades psiquiátricas”.

“Crianças e adolescentes precisam que seus pais cuidem deles, e não o contrário”.

Francesca Specter