Escritora acusa plágio em 'O Sétimo Guardião' e pede R$ 150 mil por danos morais

(Foto: Divulgação)

A Globo acaba de acumular mais uma polêmica para lidar com a novela O Sétimo Guardião. Após um dos alunos de Aguinaldo Silva exigir seus direitos como coautor da trama, a escritora Barbara da Cunha Coelho Rastelli, autora do livro espiritualista “As Muralhas da Vida Eterna: Uma Metáfora Sobre o Tempo”, resolveu procurar a Justiça para acusar a emissora carioca e os autores da obra de plágio.

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Em entrevista ao Yahoo, a advogada Daniele Rabello, do escritório Velith e Barbosa Advogados Associados, explicou que Barbara pede inicialmente a quantia de R$ 150 mil por danos morais. “O dano material a gente não tem como mensurar ainda porque não temos acesso aos contratos, ao que a Globo pagou para o escritor e o que tem recebido por patrocínio. Mas a gente quer que tudo isso seja apurado por uma perícia”, explica.

Segundo a profissional, Barbara notou as semelhanças entre o folhetim e seu livro de ficção desde os primeiros capítulos exibidos na Globo, mas imaginou que tudo não passava de uma coincidência. Depois, com o desenvolvimento da trama, a escritora concluiu que realmente foi copiada e resolveu ir atrás dos seus direitos.

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“A gente fez análise de capítulo por capitulo, de página por página. Fizemos um comparativo mesmo. E o curioso é que no livro dela o gato é um lobo. Quando começaram os anúncios, a novela ia se chamar ‘Enquanto Seu Lobo Não Vem’. Depois passou por modificações, mas o nome anterior era esse”, argumenta Rabello.

O livro, segundo a profissional, foi enviado para a Globo pela própria autora bem antes de “O Sétimo Guardião” ser anunciada e Barbara guarda o comprovante da encomenda até hoje. A escritora acredita que Aguinaldo Silva possa ter usado o livro como base nas aulas do curso de roteiristas ministrado por ele. Foi durante essas aulas, inclusive, que surgiu a sinopse da novela.

Daniele ainda reitera que o curso de Aguinaldo aconteceu em Petrópolis e Barbara mora em Teresópolis, que fica a 50 minutos de lá. “Se você procurar o livro da minha cliente na internet você encontra. Não sei se para ela seria interessante participar desse curso, a questão nem é essa, mas a gente sabe que eles receberam o livro e podem ter usado”, sugere.

O outro lado

Silvio Cerceau, que entrou com processo para reconhecer seus direitos como coautor da atração assim que o folhetim estreou, afirma que a história surgiu durante o curso e garante que Aguinaldo Silva nunca levou o livro de Barbara Rastelli para as aulas. “A princípio, a ideia do Aguinaldo era que fizéssemos um remake da novela ‘O Outro’ (1987). Mas, quando chegou lá, vários alunos deram sugestões, apresentaram ideias, e decidimos fazer uma história de realismo fantástico”, diz ele.

Ainda segundo Silvio, enquanto um aluno falava sobre a fonte mágica, outro descrevia o gato e assim por diante. “Fico surpreso em saber que essa moça esteja acusando a novela de plágio porque eu estava com os 25 alunos e tudo surgiu lá. Vi com os meus próprios olhos, participei. Não posso dizer que ela esteja mentindo, mas tenho certeza que a ideia não foi levada de fora”, argumenta.

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Na manhã desta terça-feira (26), Silvio disse que procurou os colegas do curso para saber se algum deles já tinham ouvido falar no livro de Barbara e confirmou que ninguém sabe quem ela é. “Seria muita indelicadeza e falta de ética ter levado a ideia de outra pessoa para as aulas. Em momento algum digo que ela esteja mentindo, mas acho a história estranha. Todo mundo pode processar todo mundo, só que a Justiça exige a apresentação de provas concretas”, dispara.

Outro ponto importante, de acordo com o roteirista, é que a publicação, conforme apurado pelo UOL, foi enviada para a Globo, pela própria autora, em 2016. O curso, no entanto, foi ministrado entre o fim de novembro e início de dezembro de 2015. Questionada pelo Yahoo, a advogada de Barbara não soube informar a data oficial do envio do livro para a emissora carioca.

Procurada, a Globo afirmou apenas que ainda “não recebeu a ação citada”. Já o autor Aguinaldo Silva não comentou o caso até a publicação desta reportagem.

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