Escalado para novela, Caio Castro diz que sua prioridade é pilotar

*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 07.02.2018 - O ator Caio Castro. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 07.02.2018 - O ator Caio Castro. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Caio Castro, 33, está escalado para a novela "Todas as Flores", que estreia em outubro no Globoplay, mas não esconde de ninguém: profissionalmente, sua prioridade é o automobilismo. Convidado pelo piloto e amigo Nicolas Giaffone a experimentar um carro de Fórmula 4 no autódromo de Interlagos, o ator foi acompanhado pela reportagem do site F5. Ele falou sobre o futuro nas pistas, ídolos e a carreira na dramaturgia.

Curiosamente, Caio não soube responder a respeito de um dos casos de maior repercussão recente na F-1, as falas racistas e homofóbicas de Nelson Piquet sobre Lewis Hamilton. Leia a seguir:

PERGUNTA - Como foi a sensação de experimentar um carro similar ao da Fórmula 1?

CAIO CASTRO - Foi minha segunda experiência com um carro estilo Fórmula, já tinha passado um dia numa cidade do Uruguai fazendo um treinamento com ele. Essa categoria, aliás, foi a primeira que experimentei ao sair do kart, mas aqui em Interlagos tem mais potência.Nesse processo, é 50% o fato de dominar o carro e os outros 50% é ter o controle da pista.

Quais são suas pretensões na Porsche Cup ainda em 2022?

C.C. - Tenho ainda algumas etapas esse ano para cumprir na Porsche Cup, tem também a corrida de abertura da Fórmula 1, uma das mais cobiçadas do ano [em 13 de novembro]. Quero terminar meu campeonato apesar de ter tido problemas técnicos no carro.

Já é possível saber dos seus planos no automobilismo para o ano que vem?

C.C. - Ainda não sei, vou terminar esse ano, cumprir com os compromissos da equipe mesmo sabendo que até um top 5 é complicado.

Quem são seus maiores ídolos no esporte?

C.C. - Eu não tive tempo nem o privilégio de ver o Ayrton Senna (1960-1994), pois sou de 1989, em 1994 eu era muito pequeno. Mas atualmente gosto da tocada do Charles [Leclerc] e me impressionou o que o Max Verstappen, que não tinha o melhor carro, fez em 2021 contra o Hamilton. Já nas épocas de 2000, 2001, quem eu assistia como ídolo era o Rubinho [Barrichello].

Você se espelha nele?

C.C. - A vez que na Porsche eu larguei em 10º e ganhei só me fazia lembrar dele [Rubinho] que em Hockenheim (GP da Alemanha) largando em último conseguiu vencer a corrida [no ano de 2000]. As condições eram parecidas, chuva, penalização sofrida. Gostava também dos duelos que ele tinha com o Schumacher.

Qual a sua opinião sobre as denúncias de racismo e homofobia do Piquet com o Hamilton?

C.C. - Quem? Que Piquet?

O Nelson Piquet, acusado de ter usado um termo racista e homofóbico para se referir ao Hamilton.

C.C. - Não estou sabendo. Não estou sabendo, mesmo.

Sobre sua carreira como ator. Você está escalado para "Todas as Flores", do João Emanuel Carneiro esse ano. Como conciliar as carreiras?

C.C. - Não vou dar pausa [no automobilismo], pois minha prioridade é a temporada de corrida. Mas a gente ajustou e fez um cronograma para chegar nos dias e horários certos de filmagens e dos treinos. Está tudo [gravações e treinos] dentro de algo humanamente possível.

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