Enxaqueca: conheça os novos medicamentos que chegam ao Brasil

A enxaqueca atinge as mulheres, em sua maioria (Getty Images)

As enxaquecas atingem uma a cada sete pessoas, sendo 30 milhões de casos só no Brasil. Porém, até pouco tempo atrás não existia um remédio específico voltado para o tratamento dessa dor de cabeça crônica no país.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois princípios ativos que chegarão em breve ao mercado brasileiro: o Erenumabe e o Galcanezumabe - com os nomes comerciais de Parsuta e Emgality, respectivamente. Os remédios serão injetados em uma espécie de canetinha, semelhante à usada para tratar diabetes.

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“As reações são basicamente um pouco de vermelhidão e sensibilidade no local aplicado”, explica a neurologista Aline Turbino, Neurologista pela Casa de Saúde Santa Marcelina, Mestre em Neurociências pela Unifesp-SP. “Logo, logo descobriremos o valor em real desses medicamentos. Vale lembrar que tais medicações trazem muita esperança para o alívio de um mal crônico. Já se provaram capazes de reduzir até pela metade o número de crises de dor de cabeça, bem como a intensidade delas e com um mínimo de reações adversas”, afirma Turbino, que também é Pesquisadora do Grupo de Cefaleias da FMUSP

Enxaqueca pode causar até vômitos

Sendo um dos principais tipos de cefaleia, a enxaqueca é muito mais do que uma forte dor de cabeça. É uma dor pulsante em um ou ambos lados da cabeça, geralmente acompanhada de fotofobia e fonofobia, náusea e vômito.

Relacionadas com alterações do cérebro e com influência genética, a enxaqueca pode ser o resultado de estresse, privação do sono, fatores hormonais, abuso de medicamentos, entre outros.

Segundo Aline Turbino, os remédios indicados para a enxaqueca eram desenvolvidos para outros fins e não a cura desse tipo de dor, o que causava efeitos colaterais nos pacientes.

Quem pode usar neste primeiro momento?

Os tratamentos são voltados para pessoas que já tentaram sem sucesso mais de dois tipos de tratamento, que não toleram remédios habitualmente usados para o problema por conta dos efeitos colaterais e que tem mais de quatro dias de enxaqueca (migrânea) por mês.

"Ainda não temos a cura. Isso significa que quem sofre com enxaqueca precisa continuar atento ao seu estilo de vida, o que inclui combater o estresse, praticar atividade física, ter uma boa alimentação, controlar o peso e se hidratar”, alerta Turbino.