Entenda como vai ser a competição de surfe na Olimpíada

A competição acontecerá na praia de Tsurigasaki, em Chiba (Getty Images)

O surfe é uma das cinco modalidades estreantes dos próximos Jogos Olímpicos, que acontecem no Japão, em 2020. Como tem características totalmente particulares, já que a natureza desempenha um papel fundamental nas competições, os jogos vão criar uma dinâmica própria para o surfe. A disputa será na praia de Tsurigasaki, em Chiba, a 60km da de Tóquio.

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O formato adotado será com quatro surfistas disputando cada bateria e os dois melhores avançam para fase seguinte. As baterias ainda não têm duração definida. No evento-teste, homens surfaram 30 minutos e mulheres, 25 minutos. Porém, o Comitê pode adotar o padrão que ISA (International Surfing Association) e WSL (World Surf League) usam: 30 minutos por bateria. Um painel de juízes determina as notas baseadas no tipo e grau de dificuldade de manobras realizadas.

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O surf brasileiro nas Olimpíadas

A competição olímpica de surfe contará com 20 homens e 20 mulheres, no total. Sendo que cada país pode inscrever no máximo dois surfistas por gênero. E as perspectivas são boas para o Brasil, que tem surfistas que estão no topo do atual ranking mundial, como Felipe Toledo, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira no masculino. Entre as mulheres, Tatiana West e Silvana Lima. Justamente por isso, a disputa pelas vagas do “time Brasil” para as Olimpíadas promete ser acirrada até o final do ano.

No início de setembro, os atletas brasileiros mostraram que estão com tudo, ganhando a medalha de ouro por equipe no ISA World Surfing Games 2019, no Japão, graças aos resultados do grupo: Ítalo Ferreira foi o campeão masculino, Gabriel Medina ficou em terceiro lugar e Silvana Lima foi a segunda colocada na competição feminina. Só que para garantir uma vaga nas Olimpíadas, a disputa segue não somente nas competições do ISA, mas também os resultados no Circuito Mundial WSL são essenciais (veja abaixo).

A organização do surf mundial

Antes de tudo, é preciso saber alguns detalhes sobre organização da categoria. O surfe tem duas órgãos mundiais: a WSL (World Surf League) fundada em 1976, tem maior visibilidade da mídia, vários patrocinadores e paga mais por cada prêmio; e a ISA (International Surfing Association), fundada em 1964 e que não tem fins lucrativos. A WSL é a que organiza os campeonatos mundiais mais famosos de surfe masculino e feminino tradicional (CT), ondas gigantes e longboard. Já a ISA, além dessas categorias, também promove campeonatos de SUP (Stand Up Paddle), bodyboard e para PNE.

Como se classificar para as Olimpíadas

Para os surfistas representarem seus países nos jogos, foi definido pela ISA em conjunto com o COI (Comitê Olímpico Internacional), um sistema de classificação que seguirá a ordem hierárquica abaixo:

  1. Circuito Mundial de WSL CT 2019: os primeiros 10 homens elegíveis e as primeiras oito mulheres elegíveis.

  2. ISA World Surfing Games de 2020: os primeiros quatro homens elegíveis e as primeiras seis mulheres elegíveis.

  3. ISA World Surfing Games de 2019: quatro homens e quatro mulheres selecionados de acordo com seu continente. Primeiro surfista elegível de cada gênero da África, Ásia, Europa e Oceania.

  4. Jogos Pan-Americanos Lima 2019: o primeiro homem elegível e a primeira mulher elegível.

  5. O campeão da Copa da Nação Anfitriã, só entre japoneses para classificar 1 homem e 1 mulher. Se algum japonês ou japonesa se classificar por algum outro método, não haverá a Copa da Nação Anfitriã e será aberta mais uma vaga para o nível número 2.

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