Entenda as acusações envolvendo "Liga da Justiça", de Zack Snyder

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Diretor Zack Snyder durante a pré-estreia de
Diretor Zack Snyder durante a pré-estreia de "Army Of The Dead" em maio de 2021 em Los Angeles, Califórnia. Ao lado, imagem de "Liga da Justiça", versão de Zack Snyder. (Foto: Amy Sussman/Getty Images/Divulgação/HBO Max)

A HBO Max talvez nunca tivesse lançado “Liga da Justiça” de Zack Snyder se não houvesse uma comoção mundial pedindo para que a versão do diretor, que havia embarcado inicialmente no projeto e acabou sendo substituído por Joss Whedon, fosse liberada. Um relatório aponta que parte do engajamento nas redes sociais que impulsionou o movimento “Release the Snyder Cut” foi composto por contas falsas e bots.

A revista norte-americana "Rolling Stone" teve acesso a documentos de mídia social encomendados pela WarnerMedia. Os textos apontam que 13% das contas engajadas na hashtag “#ReleaseTheSnyderCut” eram inautênticas ou operadas por robôs. O valor era acima da média de 3-5% normalmente visto em hashtags que entram para os Trending Topics do Twitter diariamente.

A revista contratou três empresas para rastrear a autenticidade das campanhas de mídia social. A Q5ID, Graphika e Alethea Group detectaram atividades inautênticas provenientes dos fãs durante o início da campanha, em 2018, até o lançamento do filme, em 2021.

O cineasta Zack Snyder, que trabalhou em outros filmes do estúdio como "Homem de Aço", negou que tenha contratado bots ou agências de publicidade para aumentar seu engajamento nas redes sociais para conseguir lançar o Snyder Cut. "Se havia alguém 'manipulando as marionetes', era a Warner, que tentou usar a minha fanbase para aumentar a base de assinantes de seu novo serviço de streaming [a HBO Max, onde o Liga da Justiça de Zack Snyder foi lançado]", declarou à Rolling Stone.

No texto, a revista alega que após reassumir o controle criativo do filme, Snyder exigiu que o nome de executivos da Warner Bros., como Geoff Johns e Jon Berg, fosse retirado dos créditos. "Nem eu nem a minha esposa [Deborah Snyder, produtora dos filmes de Zack] falamos nada negativo sobre Johns e Berg em entrevistas ou nas redes sociais. A remoção dos nomes deles era algo importante porque este não era o filme em que eles acreditavam, que eles desenvolveram ou que ajudaram a fazer", afirmou Snyder.

É importante lembrar que o ator Ray Fisher, que interpretou o Ciborgue em "Liga da Justiça", denunciou o comportamento abusivo de Whedon no set de "Liga da Justiça" e foi apoiado por Gal Gadot e várias outras atrizes que também trabalharam com o diretor em outros projetos, como Michelle Trachtenberg e Charisma Carpenter. Na época, o astro também revelou que John estava ciente do abuso no local de trabalho.

Zack Snyder completou afirmando que foi recompensador ver sua visão da história sendo acolhida pelos fãs da DC, especialmente depois de “passar por um momento tão difícil em sua vida". O diretor havia deixado o projeto durante as filmagens após a morte de sua filha, o que levou a contratação de Joss Whedon. "Eu me sinto grato aos fãs e à Warner por permitirem que isso acontecesse. Continuar remoendo a negatividade e os rumores não serve a ninguém", concluiu.

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