Emilio Odebrecht avalia perder controle majoritário da construtora, diz revista

Amanda Perobelli/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Emilio avalia a possibilidade de vender o controle do mais antigo negócio da família.

  • Proposta não passaria de uma possibilidade: nada foi decidido ainda de forma definitiva.

O empresário Emilio Odebrecht avalia a possibilidade de vender o controle da construtora Odebrecht. A companhia representa o mais antigo negócio da família.

A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Guilherme Amado, na revista Época.

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Segundo o blog, pela proposta, a Kieppe, hoje controladora do grupo Odebrecht e holding que reúne as participações da família e de alguns executivos e ex-executivos que se tornaram sócios dos negócios, se manteria acionista, mas não majoritária.

Até o momento, no entanto, a proposta não passaria de uma possibilidade: nada foi decidido ainda de forma definitiva.

Marcelo Odebrecht é demitido

Em dezembro passado, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, foi demitido pelo pai, Emílio, por justa causa. A demissão teria sido motivada pela divulgação de e-mails trocados por ele.

Dias antes, a Folha de S.Paulo revelara que, em e-mails encaminhados a familiares e diretores da Odebrecht, Marcelo acusava o pai de ter levado a empresa da família à falência por meio de uma série de decisões erradas.

Processo contra atual presidente

No começo deste mês, Marcelo entrou com um processo em que acusa o atual presidente do grupo, Ruy Lemos Sampaio, de calúnia e difamação.

No documento protocolado no dia 7 de janeiro deste ano, Marcelo pede explicações sobre a entrevista que Sampaio concedeu ao jornal Valor Econômico em dezembro de 2019 com o título "Odebrecht acusa ex-CEO Marcelo de chantagear empresa".

Ruy Sampaio, na entrevista, afirmou que Marcelo recebeu R$ 240 milhões da empresa para aceitar assinar o acordo de colaboração. "Marcelo é passado na organização. É página virada. Ele precisa entender e aceitar isso", disse Sampaio à publicação.