Em vídeo, Eduardo Bolsonaro diz que Weintraub ajuda o governo na 'revolução cultural'

Getty Images

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro da Educação participou de quadro no Youtube com o deputado federal e voltou a minimizar problemas durante a correção do Enem.

  • O deputado federal se referiu ao ministro não apenas como chefe da pasta, mas como alguém que promove uma "revolução cultural" que ele identifica em curso no Brasil.

Para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, é um dos que mais ajudam o governo de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro. E ele não se referiu ao ministro apenas como chefe da pasta, mas como alguém que promove uma "revolução cultural" que ele identifica em curso no Brasil.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Notícias no Google News

Nesse sábado (29), o filho “zero três” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) divulgou em seu canal no YouTube o vídeo de uma conversa que gravou com o ministro. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Leia também

"É um dos ministros que mais ajudam o governo, não só na pasta, onde ele é o chefe, mas também ajudando nessa revolução cultural, nesse momento em que o Brasil está passando, de quebrar a hegemonia da esquerda, também dentro das universidades, dentro da internet, aqueles lugares que eles dominam e não permitem nenhum tipo de debate", defendeu o parlamentar.

O último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve uma sucessão de erros na correção das provas, situação que acabou ampliando a pressão sobre Weintraub. Ele chegou a ser criticado por líderes do Congresso e alvo de um pedido de impeachment apresentado por parlamentares. Embora com a demissão cogitada, Bolsonaro não o removeu do cargo. Na conversa em tom amistoso com Eduardo, Weintraub se referiu ao filho de Bolsonaro como "Duda" e como alguém que "luta como um leão" no Congresso. O parlamentar chama o ministro de "Ab, meu amigo".

Indagado sobre o projeto de desenvolver escolas cívico-militares no país, Weintraub aproveitou para definir o que considera aspirações das pessoas identificadas como de direita. Segundo ele, podem ser classificadas dessa maneira quem sonha se reunir com os filhos no Natal, vê-los empregados, sem dívida e imunes à violência.

"O que você imagina para o seu futuro? Você consegue se ver velho, com seus filhos bem criados, estudaram numa boa escola cívico-militar, com segurança, se casaram, têm um ofício, têm renda, todos eles com uma casa, um carro, dinheiro, sem problema de conta atrasada? Eles vieram te visitar na ceia de Natal, tem uma árvore de Natal bonita com os presentes embaixo. Você está com uma mesa farta com os filhos, os netos em volta brincando. Ele pararam o carro na rua e, quando saíram, nenhum vidro foi quebrado porque não tem maconheiro para roubar nada. Se você sonha com isso, novidade: você é de direita."

Ainda ao tratarem do projeto das escolas cívico-militares, tanto o deputado como o ministro aproveitaram para alfinetar o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), já que o tucano não aderiu à iniciativa alegando que o Ministério da Educação não ofereceu detalhes solicitados sobre o programa.

"O de São Paulo ficou de fora. Daí falou: 'é, perdemos, não entendemos direito'", comentou o ministro. "Todos os governadores entenderam. O de São Paulo não entendeu", completou o deputado.

Abraham Weintraub foi convidado para o quadro "O Brasil Precisa Saber", por meio do qual Eduardo convida autoridades e personalidades para um contraponto à "era das fake news da grande mídia". Segundo o filho de Bolsonaro, os vídeos servem para transmitir "a verdade" e a "verdadeira revolução que vem ocorrendo" no país.

O ministro, na conversa no canal do amigo deputado, também voltou a minimizar os problemas sequenciais com o Enem e a negar prejuízos aos participantes. "Esse último Enem continua sendo o melhor Enem de todos os tempos. Não foi perfeito, mas traga outro Enem que tenha sido melhor que esse em termos de custo, de qualidade das questões", defendeu.