Em 'Salve-se Quem Puder', João Badasserini fala sobre sucesso de Zezinho

CRIS VERONEZ
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 05.01.2016: Ator João Baldasserini durante a pré-estreia do filme Boi Neon, em São Paulo. (Foto: Bruno Poletti/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Na televisão, João Baldasserini, 36, comemora o sucesso de Zezinho, personagem caipira da novela "Salve-se Quem Puder" (Globo). Na internet, ele virou Zezão, após ter sido vítima do vazamento de um suposto vídeo íntimo seu -situação que levou na brincadeira após ser abordado por jornalistas no Carnaval, quando estava na companhia da mulher, Érica Lopes.

Tanto em uma plataforma quanto em outra, o nome do ator está em alta, mas Baldasserini prefere focar apenas no sucesso das telinhas e sobre o casamento com Lopes, que aconteceu há seis meses em Indaiatuba (a 123 km de São Paulo), cidade natal do ator., e conduzida pela mãe dele, que é monja budista.

À reportagem, o ator contou que foi seu irmão quem lhe deu dicas de como deveria pedir a então noiva em casamento.Baldasserini diz que viajou com Lopes para Barra Bonita, interior paulista, juntou a família e seguiu todo o protocolo.

"Fiquei muito nervoso, porque já fiz isso em cena, mas na vida é diferente. Fomos na casa do avô dela, que era um lugar especial para ela. Juntei minha cunhada, minha sogra e meu sogro, que é bem caipirão, coloquei uma música de fundo e perguntei se ele me autorizava a casar com a filha dele. Ele ficou me olhando, sem entender nada, e resmungou um: 'ehhh'... (risos) Ajoelhei no chão e tremia mais do que tudo para colocar a aliança nela."

O filho do casal, Heleno, de três meses, nasceu pouco depois do casamento. O ator diz que o novo integrante da família chegou como um furacão. "Papel de pai é foda. É difícil. A gente imagina que é uma coisa, vê os outros criando e acha que pode ser fácil (...) Junto com o Heleno, veio a força do melhor que existe em mim, do melhor que tenho que ser."

O intérprete de Zezinho diz ainda que não teve uma referência muito próxima de paternidade, visto que seus pais se separaram quando ele era criança. "Meu pai foi ausente e quando encontrei com ele eu já estava maior e ele já lutava contra depressão e alcoolismo."

"Talvez eu tenha sido, até então, um João um pouco inseguro. Meu filho trouxe esse peso dessa responsabilidade de buscar o melhor para mim, me cuidar melhor, deixar de me boicotar. Tenho que me fazer muito bem, porque quero que ele tenha a melhor referência", completa.

SUCESSO DE ZEZINHO

Profissionalmente, João Baldasserini afirma estar em um de seus melhores momentos e não nega elogios a Zezinho -tipo caipira que já sonhava interpretar há tempos. Para ele, homens como o do filho de Ermelinda (Grace Gianoukas) "estão em extinção".

"É muito bonitinho. Acabo de gravar e penso: 'Como eu sou fofo!' As pessoas no set também acham. Ele é muito bem escrito. Mérito total do Daniel [Ortiz, autor da novela]", diz o ator.

Na atual fase da trama, Zezinho vive um romance no estilo "gato e rato" com Alexia/Josimara (Deborah Secco). Após idas e vindas, ele resolve dar uma chance às investidas de Bel (Dandara Mariana), deixando a ruiva arrasada.

Essa é a segunda parceria de Baldasserini com o autor Daniel Ortiz. Eles já haviam trabalhado juntos em "Haja Coração" (Globo, 2016), escrita também por Ortiz, em que o ator deu vida ao publicitário Beto.

"Sou suspeito para falar, mas este é o meu melhor papel na TV até hoje, pelo que estou lendo, pelo horário, pelo momento que vivemos no país. É um personagem leve e super divertido. Zezinho é um cara simples, puro, honesto, não tem essa influência da cidade grande, da maldade. É o tipo de homem que não estamos acostumados a ver hoje em dia. Ele protege as pessoas, tem uma pureza", diz.

Para o ator, essa pureza é fruto da criação que o personagem recebeu da mãe. "Ele um homem que, teoricamente, seria um machão da roça mas a mãe dele educou ele para sempre ser respeitador com as mulheres. Ele não tem nenhuma pegada machista e vou defender isso no personagem", acrescenta o ator, cujo próximo objetivo é conseguir um papel fixo no horário nobre da Globo.

O sotaque do personagem também chama a atenção. Em entrevista no mês passado ao programa Mais Você, de Ana Maria Braga, Baldasserini disse que o fato de ter passado a infância e a adolescência no interior, na cidade de Indaiatuba, o ajudou na construção do personagem caipira. Mas ele afirma que teve um pedido especial do autor da novela.

"O autor escreveu na sinopse: 'O Zezinho fala porrrtaaa. Carrega no 'R', João'", relatou. Para o ator, o papel é riquíssimo". "A gente quer sempre fazer um personagem com uma caraterização , com uma composição legal, diferente. Então o sotaque é uma delícia de fazer, o diretor até pede para eu dar uma segurada porque senão cai no exagero. Mas não tem como."