Em meio à pandemia, médicos relatam pressão para prescrever remédios sem comprovação científica

João de Mari
·2 minuto de leitura
Para grande parte desses profissionais, notícias falsas, informações sensacionalistas ou sem comprovação técnica são inimigos (Foto: Diego Vará/Agência Brasil)
Para grande parte desses profissionais, notícias falsas, informações sensacionalistas ou sem comprovação técnica são inimigos (Foto: Diego Vará/Agência Brasil)

Uma pesquisa publicada na terça-feira (7) aponta que 48,9% dos médicos que estão na linha de frente do atendimento ao coronavírus afirma que pacientes e familiares têm pressionado para que eles prescrevam medicamentos sem comprovação científica.

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A pesquisa foi realizada entre os dias 25 de junho e 2 de julho, e se trata da terceira edição de estudo sobre os problemas e carências dos médicos no enfrentamento à Covid-19 e eventuais reflexos na assistência aos pacientes infectados, desenvolvida pela APM (Associação Paulista de Medicina).

A amostragem contou com a participação de 1.984 profissionais de todo o país, sendo que 60% trabalham em hospitais e/ou unidades de saúde que assistem a pacientes com Covid-19.

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Para grande parte desses profissionais, notícias falsas, informações sensacionalistas ou sem comprovação técnica são inimigos que os médicos enfrentam simultaneamente à Covid-19.

Dos que responderam a pesquisa, 69,2% dizem que “interferem negativamente, pois levam algumas pessoas a minimizar (ou negar) o problema e, assim, a não observar as recomendações de isolamento social e higiene, ou a não procurar os serviços de saúde”.

Mais da metade deles, ou 50,4%, acreditam ainda por esse motivo as pessoas desacreditam na Ciência e dificultam a aceitação das decisões dos profissionais de Saúde.

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Cerca de 37% dos profissionais da Saúde confirmaram ter presenciado, ao longo da pandemia, episódios de agressões a médicos, outros profissionais ou colaboradores administrativos nas áreas de atendimento.

As agressões que mais aparecem são a psicológica, em 21,5% dos casos, e verbais, em 20,7%. O “cyberbullying”, como chamou a pesquisa, também tem citação alta, ficando em 11,5%.

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