Em meio a discussões sobre violência policial, caso de PM que atirou pelas costas gera revolta

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Caso aconteceu a Zona Leste de São Paulo na madrugada do último sábado, 25 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Caso aconteceu a Zona Leste de São Paulo na madrugada do último sábado, 25 (Foto: Reprodução/TV Globo)

O fim de semana foi marcado por notas de republico e declarações contrárias a atitude um policial militar que matou um suspeito de roubar uma moto. O caso aconteceu na Zona Leste de São Paulo na madrugada do último sábado.

O PM foi preso em flagrante e o homem morreu após ser socorrido e levado ao Hospital Tide Setúbal.

O caso acontece em meio a um momento de discussões sobre a violência policial no Brasil e no mundo. O ouvidor da Polícia do estado de São Paulo, Elizeu Soares Lopes, classificou o caso como “chocante e inaceitável”. Em entrevista ao portal G1, ele ainda afirmou que será instaurado um procedimento para investigar as investigações dos órgãos competentes.

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“São imagens que demonstram uma ação que não correspondente ao protocolo da polícia. Nós não podemos em pleno estado democrático de direito vier com justiçamento”, disse.

A Secretaria de Segurança Pública do estado emitiu uma nota afirmando que a PM instaurou um inquérito e trabalha para esclarecer os fatos.

Nas redes sociais, a repercussão do caso foi grande e gerou críticas não só sobre o policial, mas sobre a estrutura da PM.

Para Rafael Alcadipani, pesquisador em Segurança Pública, não há “maior imagem da falta de controle de uma polícia do que um policial atirar pelas costas rendida na frente do prédio de uma unidade policial”. Ele ainda chamou atenção para a falta de ações concretas do governador de São Paulo, João Doria.

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Dennis Pacheco, pesquisador do Fórum de Segurança Pública, reforçou que é importante prender o responsável pelo crime, mas lembrou que há uma cadeia de comando que leva a esse tipo de crime. “É essencial mudar o modelo de policiamento. Para que cinco viaturas para prender uma pessoa rendida e baleada?”, questionou nas redes sociais.

Na última semana, o tucano anunciou o programa “Olho Vivo”, no qual, a partir do próximo mês, policiais usarão câmeras acopladas aos uniformes. Até o fim do ano, o objetivo do governo é que sejam serão 3 mil equipamentos. No entanto, causou estranhamento que os policiais serão os responsáveis por ligar e desligar o equipamento.

Além desta morte, nas últimas semanas foram divulgadas outras duas ocorrências de violência policial. Uma foi o caso de uma comerciante na Zona Sul de São Paulo, que teve seu pescoço pisado por um PM. O outro foi um entregador, sufocado por dois policiais militares durante uma abordagem policial.