Em churrascaria de Miami, com Fittipaldi, Bolsonaro volta a atrelar governadores a preço da gasolina

Gaston De Cardenas / AFPvia Getty Images)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em vídeo postado no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) novamente criticou os governadores em função do preço dos combustíveis.

  • Acompanhado do ex-piloto Emerson Fittipaldi, Bolsonaro aparece em uma churrascaria de Miami. As imagens foram publicadas pelo deputado Eduardo Bolsonaro.

Em vídeo postado no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) novamente criticou os governadores em função do preço dos combustíveis. Acompanhado do ex-piloto Emerson Fittipaldi, Bolsonaro aparece em uma churrascaria de Miami. As imagens foram publicadas pelo deputado Eduardo Bolsonaro, o filho número três do ex-capitão.

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Em viagem oficial aos Estados Unidos, Bolsonaro se encontrou na noite passada com o presidente Donald Trump.


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Bolsonaro diz a Fittipaldi, no vídeo, que o governo já baixou o preço do combustível cinco vezes este ano. Ao esmo tempo, reclamou que a queda não chega ao consumidor final. "Pela quinta vez no ano baixamos os preços dos combustíveis. A última foi de 5% na refinaria. Sabe quanto baixou na ponta? Zero. Esse é o Brasil. Quando eu falo de quem é a responsabilidade, o pessoal faz a listinha, assina 15, 20 personalidades para dar uma pancada em mim", reclamou.

O presidente lançou um "desafio", em fevereiro, no qual, em tom de bravata, disse que derrubaria os impostos federais sobre combustíveis se os governadores "zerarem" o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O pronunciamento fez com que 20 governadores assinassem uma carta para rebater as declarações do chefe do Executivo.

Embora sob críticas, Bolsonaro declarou que não quer atingir nenhum governador com os comentários. "Não estou atingindo. Estou mostrando a realidade. Quero ver o ICMS incidindo na origem do preço do combustível na refinaria. Agora vão conhecer a realidade", disse.

Quem paga a conta é "a ponta da linha, não só o consumidor", definiu o ex-capitão, que deu ainda como exemplos os efeitos da alta dos combustíveis sobre o preço de produtos, serviços e o valor do frete.

Ele disse ainda que as diretorias da Petrobras eram loteadas por partidos políticos e declarou que cancelou um contrato de patrocínio de R$ 872 milhões com a McLaren, equipe que disputa a Fórmula 1.

Já Fittipaldi declarou, no vídeo, que enquanto a Petrobras patrocinou McLaren e Williams as equipes não tinham pilotos brasileiros, assim como na temporada 2020 da Fórmula 1.