Em 12 dias, Israel vacina 1 milhão de habitantes contra o coronavírus

Anita Efraim
·2 minuto de leitura
TEL AVIV, ISRAEL - DECEMBER 31: A medical worker injects Pfizer-BioNTech's coronavirus (COVID-19) vaccine at an elderly home in Ramat Aviv Neighborhood in Tel Aviv Israel on December 31, 2020. (Photo by Nir Keidar/Anadolu Agency via Getty Images)
Vacinação em Ramat Aviv, em Tel Aviv, no dia 31 de dezembro de 2020 (Foto: Nir Keidar/Anadolu Agency via Getty Images)

Nesta sexta-feira, 1º, Israel atingiu a marca de um milhão se cidadãos vacinados contra o coronavírus. Até o momento, a preferência foi dada a idosos e profissionais da saúde, que já receberam a primeira dose do imunizante da Pfizer/BioNTech.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comemorou a marca e disse que o país está “avançando em uma velocidade tremenda”. Bibi, como é conhecido, também já recebeu a primeira dose. A população de Israel é de 9,25 milhões de pessoas.

Com a marca de um milhão de vacinas, Israel já conseguiu aplicar a primeira dose em 11% da população. Entre os que tem 60 anos ou mais, o índice chega a 42%.

Leia também

VACINAÇÃO PARA POPULAÇÃO ÁRABE

Nesta sexta-feira, Bibi Netanyahu e o ministro da Saúde do país, Yuli Edelstein, afirmaram que é importante que a população árabe que vive no país também seja vacinada. “É importante para mim que o público árabe em Israel também seja vacinado rapidamente”, disse Netanyahu. “É importante porque salva vidas.”

O ministro da Saúde negou que haja diferença entre os cidadãos na hora de vacinar. “Não tem diferença se a pessoa vacinada é um judeu ultra ortodoxo ou um judeu secular, nem se é um árabe ou um druso. Se não conseguirmos chegar a altos números de vacinação em todas as sociedades, não seremos capazes de retomar o comércio, o esporte ou as rezas”, afirmou Edelstein.

IMUNIZAÇÃO ATÉ FEVEREIRO

Na última quinta-feira, 31, 150 mil pessoas foram vacinadas. Até o momento, Israel é o país com maior número de aplicação de vacinas per capita.

A imunização só se torna eficiente depois da aplicação da segunda dose, ou seja, cerca de cinco semanas depois da primeira dose. Dessa forma, os vacinados só devem estar imunes em fevereiro.

ALIANÇA COM BOLSONARO

Desde que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assumiu o poder, ele e Netanyahu se veem como aliados. Com fortes bases evangélicas, a relação com Israel e com os judeus sempre foi importante para o presidente da República.

No entanto, em relação à pandemia, a postura dos dois é bastante distinta. Israel já vive o terceiro lockdown no país e nunca viu o primeiro-ministro adotar uma fala negacionista sobre a gravidade da pandemia. Enquanto o Brasil não tem data para começar a vacinação, Israel é um dos países que mais vacinou no mundo.