Elon Musk defende fim de quarentena nos EUA: 'cárcere privado'

Foto: Win McNamee/Getty Images

O bilionário Elon Musk é a mais recente personalidade do mundo dos negócios e reclamar da política de isolamento social imposta à indústria dos Estados Unidos como forma de combater a pandemia de coronavírus. O país já registra mais de 1 milhão de casos e 61 mil mortes.

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Em um post no Twitter, o dono da SpaceX e da Tesla exclamou, em letras maiúsculas "Libertem a América agora!", na madrugada da última quarta-feira (29). Em uma série de tweets subsequentes, o empresário defendeu a reabertura da economia e rebateu críticos.

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"Deem às pessoas sua liberdade de volta", escreveu Musk ao compartilhar um link para um artigo de opinião publicado pelo Wall Street Journal que argumenta que a quarentena não salva vidas, contrariando as indicações da Organização Mundial da Saúde e outras autoridades de saúde.

Em outro tweet, Musk parabenizou o estado do Texas, que vai começar a afrouxar as regras da quarentena na próxima sexta-feira (1). Respondendo um seguidor, Musk repetiu: "reabram [a economia] com cuidado e proteção adequada, mas não deixem a todos em prisão domiciliar".

Em uma coletiva de imprensa feita por telefone com jornalistas dos EUA, o empresário disse que a paralisação é um grave risco para os negócios de suas empresas.

"Francamente, eu chamaria isso de cárcere privado de pessoas em suas casas contra todos os seus direitos constitucionais, na minha opinião", disse Musk na coletiva.

Para Musk, a quarentena "causará grandes danos, não apenas à Tesla, mas a muitas empresas". Segundo ele, "a Tesla resistirá à tempestade", mas "há muitas empresas que não o farão. Tudo o que as pessoas trabalharam durante toda a vida está sendo destruído em tempo real".

"Dizer que as pessoas não podem sair de casa e serão presas se o fizerem, isso é fascismo. Isso não é democrático, isso não é liberdade. Devolvam às pessoas sua maldita liberdade."

Funcionários da fábrica da Tesla em Fremont, na Califórnia, foram convocados a voltar ao trabalho na próxima segunda-feira (4), segundo informações da Bloomberg. Mas as autoridades sanitárias do condado de Alameda, onde fica a fábrica, já anunciaram que pretendem estender a quarentena até o fim de maio.

A paralisação de serviços não essenciais foi decretada no condado no dia 16 de março, mas a Tesla manteve a fábrica funcionando até 23 de março, desafiando as autoridades por uma semana. Desde então, a empresa vem tentando convencer o governo local de que sua atividade deve ser considerada essencial.

Estado mais populoso dos EUA, a Califórnia tem 46.500 casos confirmados e 1.887 mortes. Foi o primeiro estado norte-americano a decretar quarentena, em 19 de março.

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