Periferias de SP têm desorganização em zonas eleitorais; seções são extintas de última hora

João de Mari
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Eleitores tentam encontrar sua seção eleitoral no Campo Limpo, periferia de São Paulo (Foto: Vinícius Custódio/Yahoo)
Eleitores tentam encontrar sua seção eleitoral no Campo Limpo, periferia de São Paulo (Foto: Vinícius Custódio/Yahoo)

No Centro Universitário Anhanguera, no bairro do Campo Limpo, periferia na zona Sul da cidade de São Paulo, muitos eleitores tiveram problemas para encontrar sua seção eleitoral neste domingo (15). As seções correspondem às salas onde a pessoa irá votar.

O assistente administrativo Jackson Santos da Silva afirma que percebeu “uma movimentação” e pessoas “perdidas” em busca de encontrar sua seção na zona eleitoral.

“Percebi um pouco de movimentação, um pessoal perdido por causa da troca de seções”, diz ele. No entanto, ele conta que sua “experiência para votar” foi “super tranquila” por conta do horário em que compareceu à zona eleitoral. “Cheguei por volta das 10h e foi muito rápido”, avalia.

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De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), houve alterações temporárias de seções eleitorais por todo Brasil com o objetivo de equilibrar o número de eleitores, eliminando, provisoriamente, algumas seções. A mudança ocorre após a proibição do uso de urnas de 2006 e 2008, consideradas “antigas para 2020”.

Acontece que funcionários e mesários relatam não terem sido avisados pelo TSE. Em Itaquaquecetuba, no extremo leste, por exemplo, uma funcionária de uma zona eleitoral no Jardim Odete, que prefere não se identificar, conta que as mudanças das seções “pegou todo mundo de surpresa”.

“Não sei porque fizeram isso, mas pegou todo mundo de surpresa. Tivemos que correr para organizar as novas seções e orientar os eleitores”, conta.

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Ao chegar na zona eleitoral, o eleitor deveria seguir uma fila até a secretaria da Escola Municipal Vereador Leolino dos Santos para ser informado em qual sala iria votar.

“Antes de sair de casa eu confirmei minha zona e seção eleitoral pelo e-titulo, mas quando cheguei aqui não encontrei a sala onde votaria. Me disseram que mudou e tive que enfrentar essa fila. Espero que seja nessa escola”, relata a eleitora Victória Santos.

Tamires Cardoso, moradora do Itaim Paulista, periferia da Zona Leste de São Paulo, relata que foi com os pais votar e com a instabilidade do e-Título, tanto ela quanto a mãe tiveram problemas.

“Nós olhamos todas as listas e minha mãe não está em nenhuma. A gente não sabe para onde jogaram, mas deve ser em outra escola. Agora, não sabemos onde, porque no dia da eleição nem o site do TRE nem o aplicativo funcionam”, conta.

Antes de achar o local correto, sem poder fazer a consulta por problemas no sistema, ela havia sido orientada por um mesário a justificar ausência de voto.

Na manhã deste domingo (15), o TSE afirmou que o aplicativo poderia ter “instabilidade momentânea”, por causa do alto número de eleitores tentando acessar a ferramenta.

Eleições municipais em São Paulo

As Eleições 2020 movem praticamente todo país neste domingo. Por conta do coronavírus, essa tem sido uma eleição diferente, com horários estendidos e mais critérios de segurança sanitária.

Quase 9 milhões de paulistanos irão às urnas para escolher o novo prefeito e a nova composição da Câmara de Vereadores da capital paulista.

Uma questão que levanta muitas dúvidas ao longo processo é o famoso coeficiente eleitoral. Bem resumidamente, é a divisão do número de eleitores pelo número de vagas (nós explicamos com detalhes AQUI). Cada cidade, então, tem seu coeficiente eleitoral.

O município de São Paulo tem 8.986.687 eleitores aptos a votar nas Eleições 2020, e se a Câmara disponibilizou 55 cadeiras para vereadores, basta dividir 8.986.687 por 55, que resulta em 163.394 votos individuais.

Se você ainda não votou, leve de preferencialmente uma caneta própria para assinar o caderno dos mesários. E não se esqueça de conferir quais são os documentos necessários para votar. Por conta da pandemia, as urnas estão abertas das 7h às 17h (horários de Brasília).

Caso não esteja presente na cidade onde você está apto para votar, é possível justificar seu voto. Para saber como, siga nosso guia clicando AQUI. O segundo turno ocorrerá em dois domingos, no dia 29 de novembro de 2020.

O que faz um prefeito?

O Estado se divide em três poderes o Executivo, Legislativo e Judiciário, e o prefeito é o chefe do Poder Executivo. Ou seja, é responsabilidade do prefeito administrar a cidade que exerce suas funções. Para mais detalhes da função CLIQUE AQUI e para saber quanto ganha um prefeito, CLIQUE AQUI.

O que faz um vereador?

Eleito por votos da população, o vereador que é um agente político, trabalha no Poder Legislativo da esfera municipal da federação brasileira. Lembrando que o Brasil é dividido em três grupos de poder: União, Estados e Municípios. Pode-se dizer que o vereador exerce um papel similar ao dos deputados e senadores fazem nas esferas Estados e União. Para mais detalhes da função CLIQUE AQUI e para saber quanto ganha um vereador, CLIQUE AQUI.