Eduardo Bolsonaro diz que quer ser embaixador nos EUA para defender o próprio pai

Sergio Lima/AFP

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em entrevista, deputado defendeu sua nomeação ao cargo de diplomata nos EUA como forma de defender seu pai, o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL).

  • “As pessoas têm uma ideia de que eu vou viver na vida boa, acordar na hora em que eu quiser, comer caviar todo dia, quando lá também é muito trabalho”.

Prestes a ter sua indicação para a vaga de embaixador do Brasil nos Estados Unidos analisada pelo Congresso – o que é previsto para após a votação em segundo turno da reforma da Previdência no Senado --, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendeu sua nomeação ao cargo como forma de defender seu pai, o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL).

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“Faço uma pergunta a vocês: quem é que defende Jair Bolsonaro fora do Brasil? Quando a gente olha para fora, quem está falando do Brasil? É o Wagner Moura, o Jean Wyllys, está falando que foi golpe… O gringo está olhando o (documentário) ‘Democracia em Vertigem’ e tira aquilo como verdade para ele”, declarou o parlamentar em entrevista à Rádio Jovem Pan.

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Eduardo argumentou que não está indo lá para tomar “vinho e uísque”. “As pessoas têm uma ideia de que eu vou viver na vida boa, acordar na hora em que eu quiser, comer caviar todo dia, quando lá também é muito trabalho”.

De acordo com a coluna Broadcast Político, do jorna O Estado de S.Paulo, o ex-estrategista da campanha do presidente Donald Trump e atual desafeto da Casa Branca, Steve Bannon, é defensor dessa forma dos governantes de trabalhar em benefício próprio. Bannon participará de evento do movimento que tenta unir a extrema-direita, chamado The Movement, ao lado de Eduardo, em São Paulo, em novembro.

Ainda na entrevista à rádio, o parlamentar comentou as últimas notícias a respeito do cargo comissionado que ocupou em Brasília, entre 2003 e 2004, enquanto estudava Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“Quem é que disse que eu tinha que estar presente em Brasília? Não tinha. Se eu tiver um assessor meu, ele tem que bater ponto em Brasília? Não tem. Eu posso ter um assessor meu morando em Santos, em São José do Rio Preto, em Votuporanga”.