E o Oscar vai para...? Confira nossas apostas para as principais categorias

Quem leva o Oscar? (Foto: Reprodução/IMDB)

Por Diego Olivares

Na comparação com os anos recentes, nunca houve um intervalo tão curto entre o anúncio dos indicados (em 13 de janeiro) e a cerimônia de entrega dos Oscars, marcada para o próximo domingo, 9 de fevereiro.

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A intenção da Academia era reduzir o tempo para as campanhas de divulgação dos estúdios, restringindo a influência do marketing de cada filme sob os votantes. Assim, temos uma disputa para lá de imprevisível. Ainda que nas categorias de atuação tudo já esteja mais claro, principalmente após o Globo de Ouro, SAG e Bafta, nas quais os vitoriosos este ano foram sempre os mesmos, a corrida pelos outros prêmio parece aberta. 

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É difícil prever como votaram os membros da Academia na eleição que terminou na última terça-feira, mas é impossível resistir à tentação de ativar a bola de cristal. Confira abaixo as apostas para as principais categorias.

Melhor filme: ‘Parasita’

Pode ser um otimismo exagerado, mas é fato que nunca o Oscar esteve tão perto de dar o prêmio principal a um filme de língua não-inglesa. Especialistas apontam que o marco é bem possível, já que atores e diretores dessa produção sul-coreano foram reverenciados em cada aparição que fizeram durante a campanha. 

Uma coisa é certa: se o Oscar de melhor filme não for para ‘Parasita’, deve ir para as mãos de ‘1917’, o épico sobre dois soldados numa missão contra o tempo durante a primeira guerra mundial. No final das contas, o que está em jogo aqui é uma visão de cinema mais tradicionalista (‘1917’) ou mais aberta às novas vozes mundiais (‘Parasita’). Como a Academia tem feito um esforço para renovar seus membros em busca de maior diversidade, a vitória da obra oriental pode ser uma prova que a estratégia está funcionando.

Melhor direção: Sam Mendes (‘1917’)

Filmado para parecer um único plano-sequência, ‘1917’ é um impressionante feito técnico. Mérito do diretor de fotografia Roger Deakins (favorito em sua categoria) e de Sam Mendes, que deve levar o Oscar de direção, 20 anos depois de sua vitória por ‘Beleza Americana’. Porém, aqui também é bom não descartar o cineasta por trás de ‘Parasita’, Bong Joon-Ho, já que ambos disputam palmo a palmo as duas estatuetas de maior prestígio da noite.

Melhor ator: Joaquin Phoenix (‘Coringa’)

Até mesmo quem não gosta de adaptações de personagens vindos das histórias em quadrinhos teve que dar o braço a torcer para a atuação de Phoenix. Se havia alguma dúvida sobre sua vitória, ela foi dissipada pelos discursos simpáticos e socialmente conscientes do ator durante a temporada de premiações, que devem ter convencido até aqueles que estavam indecisos.

Melhor atriz: Renée Zellweger (‘Judy - Muito Além do Arco-Íris’)

Quem resiste a uma boa história de volta por cima? Renée Zellweger andou um tanto quanto sumida dos holofotes após a polêmica em torno das cirurgias plásticas que realizou alguns anos atrás, mas este ano reapareceu numa performance energética de uma das maiores lendas de Hollywood, Judy Garland. É a receita ideal para levar seu segundo Oscar, 16 anos depois da vitória como melhor atriz coadjuvante por ‘Cold Mountain’.

Melhor ator coadjuvante: Brad Pitt (‘Era uma Vez em… Hollywood’)

Dos cinco indicados nesta categoria, Pitt é o único que ainda não levou um Oscar para a casa. É uma chance de ouro para a Academia fazer o tipo de justiça histórica que adora: coroar um astro indiscutível e já entrando na meia-idade (pode não parecer, mas o galã tem 56 anos), antes que tenha que dar um prêmio especial pelo conjunto da obra.

Melhor atriz coadjuvante: Laura Dern (‘História de Um Casamento’)

Em grande fase desde que emplacou sua última indicação na categoria, cinco anos atrás (por ‘Livre’), Laura Dern ganhou de presente uma personagem cheia de falas contundentes e senso de humor irônico, no drama da Netflix escrito e dirigido por Noah Baumbach. É de longe a favorita e já deve ter o discurso de agradecimento na ponta da língua.

Melhor roteiro original: ‘Parasita’

Repleta de reviravoltas, a trama do filme sul-coreano, escrita pelo diretor Bong Joon-Ho em parceria com Jin Won Han, é uma intensa montanha-russa de sensações e um dos trunfos do longa. É o provável vencedor da categoria, seguido de perto por Tarantino e seu ‘Era uma Vez Em… Hollywood’, que pode dar o terceiro Oscar de melhor roteiro ao cultuado cineasta, após ‘Pulp Fiction’ e ‘Bastardos Inglórios’.

Melhor roteiro adaptado: ‘Jojo Rabbit’

O prêmio do sindicato dos roteiristas colocou na pole-position a comédia dramática escrita por Taika Waititi, inspirada no livro ‘O Céu que Nos Oprime’, de Christine Leunens. Porém, se as piadas sobre um garoto que tem como amigo imaginário o líder nazista Adolf Hitler não forem do gosto da Academia, há espaço para uma vitória de ‘Adoráveis Mulheres’ ou ‘O Irlandês’ aqui.

Melhor animação: ‘Klaus’

Nunca é sábio desprezar uma produção da Disney/Pixar, que quase sempre leva a categoria e este ano está na disputa com ‘Toy Story 4’. Porém, ‘Klaus’, da Netflix, ganhou o prêmio Annie, principal reconhecimento entre as animações, e seria uma boa mudança de ares, o que pode ter pesado na decisão dos votantes.

Melhor filme internacional: ‘Parasita’

Era só o que faltava a produção sul-coreano, cotada até para levar o troféu principal da noite, perder o prêmio aqui. Não vai acontecer, por mais que ‘Dor e Glória’ (Espanha), ‘Os Miseráveis’ (França), ‘Honeyland’ (Macedônia do Norte) e ‘Corpus Christi’ (Polônia) sejam ótimos filmes.

Melhor canção original: ‘I’m Gonna Love Me Again’, de Elton John (‘Rocketman’)

A cinebiografia do popstar britânico até merecia melhor sorte, ainda mais pela comparação com os 4 Oscars de ‘Bohemian Rhapsody’ no ano passado, mas acabou apenas com essa solitária indicação. A boa notícia é que trata-se da favorita na categoria, e deve render um novo prêmio à já consagrada carreira da dupla Elton John e Bernie Taupin.

Melhor documentário: ‘American Factory’

É uma das categorias mais apertadas do Oscar deste ano, com ótimos argumentos para a vitória de qualquer um dos cinco concorrentes. Mas tudo indica que o filme que contrapõe as diferenças trabalhistas entre EUA e China, produzido pelo casal Obama, deve prevalecer, principalmente por “jogar em casa”. ‘Democracia em Vertigem’ ainda tem chances remotas, mas parece que o Oscar não virá para o Brasil desta vez.