Dylan O'Brien luta contra insetos gigantes em comédia pós-apocalíptica

VITOR MORENO
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SÃO PAULO, SP (OFLHAPRESS) - Dylan O'Brien, 29, não gosta de baratas. Por sorte, ele não precisou lidar com esse inseto em "Amor e Monstros", filme que estreia nesta quarta-feira (14) na Netflix. O ator americano enfrenta formigas, sapos e até um caranguejo gigantes na pele do personagem Joel Dawson. Na trama pós-apocalíptica, boa parte da população do mundo é dizimada após produtos químicos usados para explodir um asteroide caírem na atmosfera terrestre e causarem mutações nos animais de sangue frio (insetos, répteis, peixes e anfíbios). Mas a trama é menos ficção-científica e mais comédia romântica. Enquanto Joel consegue sobreviver em um bunker, a namorada dele, Aimee (Jessica Henwick), vai parar em outra colônia a muitos quilômetros dali. Depois de sete anos sendo o único solteiro do espaço onde vive, o rapaz, que costuma ficar paralisado diante dos perigos, decide ir atrás do grande amor. "A primeira coisa que amei sobre o personagem é que ele ainda era uma criança por dentro", afirma O'Brien em entrevista ao F5. "Ele essencialmente teve seu desenvolvimento como jovem adulto atrofiado, de certa forma, por causa do apocalipse e acaba passando anos cruciais da idade adulta dentro do bunker." "É fascinante como ele é bom até o âmago", continua. "Ele só quer ser um herói e ter amor, o que é muito humano. Acho que, quando o mundo está ameaçado de terminar e você pode morrer a qualquer momento, você aspira essas coisas. E eu amei ver esse garoto completamente normal basicamente ligar o foda-se e atravessar uma terra pós-apocalíptica para ter sua última chance de amor." No caminho, Joel Dawson encontra um cachorro, que ganha o nome de Boy (garoto em português). Ele acaba se tornando o companheiro nesta jornada solitária. "Nunca havia contracenado com um cachorro antes", diz o ator. "Amei, era incrível como ele era inteligente. Nunca perdemos nenhuma cena por causa dele, ele estava sempre na marca e com suas latidas prontas (risos)." O'Brien afirma que, quando gravou o filme, em 2019, ninguém poderia imaginar que seria uma metáfora da realidade que estamos vivendo com a pandemia de Covid. Assim como na produção, boa parte da população está trancada em casa e podendo ver poucas pessoas. "Ninguém poderia imaginar o que iria acontecer pouco tempo depois. Foi uma coincidência estranha", avalia. De certa forma, no entanto, a experiência de Joel pode ser comparada a dos solteiros na pandemia. "Sim, acho que eles vão se identificar com essa busca pelo amor." Ele diz que se divertiu gravando as cenas em que tinha que imaginar contra quem estava lutando. "A mais divertida foi a sequência com o caranguejo, que eu tinha que tropeçar, rolar pela areia e ficar me esquivando... e não tinha nada lá", conta. "É como quando você é criança e fantasia sobre fazer filmes e atuar", compara. "Isso é o mais incrível dos filmes de aventuras porque tem muita imaginação envolvida. É muito legal de fazer." Conhecido pela série "Teen Wolf" e pela franquia "Maze Runner", Dylan O'Brien diz que já está acostumado ao trabalho físico na frente das câmeras. Mesmo que, em alguns momentos, os dublês sejam usados -em 2016, um acidente no set atrasou as filmagens de "Maze Runner 3: A Cura Mortal". "Sempre percebo quando não sou eu na tela, mas talvez seja porque sou eu mesmo", afirma. "Não sou eu que faço as coisas mais perigosas, faço as coisas mais simples e divertidas." O ator afirma que gostou de aprender a atirar com uma besta (ou balestra, espécie de arma com arco com a qual é mais fácil disparar flechas). "Passei um dia na pré-produção em uma fazenda treinando", lembra. "Só que no filme o meu personagem não é tão bom nisso, então no final foi só para eu poder manejar o objeto com segurança no set." Já os monstros foram inseridos na pós-produção. E convenceram, já que o filme está indicado ao Oscar de efeitos visuais -a cerimônia será dia 25 de abril. "Nós surtamos", afirma o ator sobre o momento em que a equipe soube da indicação. "Falei com toda a equipe do filme, estava ao telefone com o diretor Michael Matthews." "Foi maravilhoso ter os nossos efeitos visuais reconhecidos", afirma O'Brien. "Ficamos muito orgulhosos. Adoraríamos ter podido estrear o filme nos cinemas, obviamente, mas como não foi possível isso foi muito bacana. Já trabalhei algumas vezes com o Matt Sloan [o responsável pelos efeitos], então fiquei feliz por ele e por toda a equipe envolvida."