Durante pandemia, Wajngarten diz que "conversou pouco" com Pazuello

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Wajngarten
Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação, depõe à CPI da Covid (Foto: Reprodução)
  • Ex-chefe da Secretaria de Comunicação, Fábio Wajngarten afirmou que "conversou pouco" com o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello

  • No entanto, ele alega que, durante a pandemia, Secom realizou 11 campanhas publicitárias sobre a covid

  • Ele evitou responder sobre declarações do presidente Jair Bolsonaro contra vacinas contra covid-19

Ex-chefe da Secretaria de Comunicação de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten afirmou que "conversou pouco" com o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante a pandemia, quando teriam sido realizadas as campanhas sobre a pandemia da covid-19. Ele é ouvido nesta quarta-feira (12), pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, no Senado.

Questionado sobre campanhas publicitárias durante a pandemia, Wajngarten alegou que é "equivocado" dizer que o governo “não comunicou” sobre a pandemia. 

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Segundo ele, a Secom fez 11 campanhas desde fevereiro de 2020, sendo 7 com o Ministério da Saúde. Isso indica que o Ministério da Saúde não foi consultado a respeito das campanhas publicitárias a respeito da pandemia.

“Com ministro Pazuello, não mais que um bom dia, boa tarde e boa noite”, disse.

De acordo com o ex-secretário, foram duas campanhas (em agosto e novembro do ano passado) relacionadas ao chamado "tratamento precoce", ou seja, o incentivo a medicamentos com ineficácia comprovada cientificamente contra a covid-19 (como a hidroxicloroquina). 

Ao ser questionado pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL) sobre as orientações gerais para as campanhas do governo, Wajngarten negou que tenha recebido orientações para desestimular as medidas de prevenção à covid-19, como o uso de máscaras e o distanciamento social.

Wajngarten disse que o presidente Jair Bolsonaro nunca interferiu na Secretaria de Comunicação Social e nas campanhas publicitárias relacionadas à pandemia.

Ele negou que as falas do presidente contra as vacinas contra covid-19 tenham impacto na população.

"Eu não sei qual o alcance de uma fala presidencial". 

"Acho que metaforicamente, tem o mesmo impacto de uma suspensão pela Anvisa", respondeu.

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