'Duas mães com vida de ponta-cabeça', diz Lan Lanh sobre gêmeas com Nanda Costa

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Elas são bagunceiras, adoram brincar e engatinham pela casa toda. E como são duas, cada uma de nós escolhe uma para ficar de olho". Ir atrás de Tiê e Kim virou parte da rotina em família da percussionista Lan Lanh, 54, e da atriz Nanda Costa, 35. As filhas gêmeas, que agora estão com 9 meses, já não conseguem mais ficar tão quietinhas e se preparam para andar pela primeira vez.

"São duas mães cujas vidas viraram de ponta-cabeça e nunca mais voltarão ao normal. Mas a vida de cabeça para baixo é mais bonita", reflete Lan Lanh, que afirma ter muito em comum com Nanda. "Trago certa paciência e extravaso tudo nos tambores, ela tem uma calma para lidar com tudo."

A baterista agora confirma, na prática, a velha teoria de que a maternidade traz consigo um desmedido amor, além de ensinamentos e desafios. Muitos desafios, aliás. Alguns mais corriqueiros, como ter que lidar com a febrinha que Tiê teve uma noite dessas. Lan Lanh tirou de letra.

"Faz parte da fase de nascimento dos dentinhos, às vezes chega um resfriado e nos dividimos em casa. Enquanto eu cuido delas, Nanda descansa, depois inverte tudo", conta ela, que após dois anos, volta aos palcos para uma série de apresentações por São Paulo, em 17 de julho e 19 e 20 de agosto, e por Vitória da Conquista (BA), em 27 de agosto.

Lan Lanh lembra que nada foi fácil para as duas desde que decidiram ter filhos. Foram três as tentativas de fertilização até Nanda Costa conseguir engravidar. Coincidentemente, ela diz, sua menstruação parou ao mesmo tempo em que a da mulher, o que a fez sentir praticamente os mesmos sintomas de gestação da atriz -e isso as aproximou ainda mais.

"Ser mãe aos 50 traz reflexões. O que muda é que daqui em diante não existe mais 'eu', só 'nós'. Sempre tive esse dom maternal com meus sobrinhos e amigos, no jeito de cuidar. Já diziam que eu nasci mãe. Nunca sambemos o melhor momento, sobretudo por sempre estar na estrada, mas agora tem sido difícil, mas transformador", revela.

A artista diz que por vezes precisa marcar e programar com muita antecedência um date com Nanda, e para isso, conta com uma fidelíssima rede de apoio. Gente que segura as pontas com as bebês para que as duas possam namorar um pouco - o famoso vale night. "A maternidade é linda, mas precisamos de nós duas. É uma loucura a privação de sono e o cansaço. Agora, em todos os momentos a dois, ficamos que nem pinto no lixo", ri a percussionista.

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