Duas horas de nada, “365 Dias Finais” não funciona como soft porn, nem como drama

Última cena de
Última cena de "365 Dias Finais" (Foto: Netflix)

Prometeu nada e entregou o que prometeu! Nossas expectativas eram baixas (ou nulas?), mas “365 Dias Finais”, lançado recentemente pela Netflix, surpreendeu — negativamente, claro. Com quase duas horas de duração, o filme não excita, não comove e sequer entrega um final à polêmica saga de Laura e Massimo.

Na tentativa de enganar/engajar o público, os primeiros minutos dão a entender que a protagonista morreu depois dos últimos acontecimentos. A gente, que não se importa, logo descobre que ela continua viva, embora não seja mostrado de fato (apenas mencionado) como o casal escapou de uma situação aparentemente sem saída. Aliás, alguém aí engoliu Nacho salvando o rival para que a amada pudesse escolher com quem ficar?

Outra reviravolta que acontece “do nada” é que, pouco após se mostrar empolgadíssima para transar com Massimo, Laura percebe que se apaixonou pelo outro mafioso. Assim, de zero oito a oitenta bem rápido. Algumas cenas de sexo depois, incluindo uma em que ela sonha que os três estão fazendo um ménage e os dois (Massimo e Nacho) se beijam, ela pede o divórcio para ficar com o amante.

Até aí, “tudo bem”, sirva o encerramento bem gelado e vamos fingir que essa franquia nunca existiu. E é aí que vem o último (?) golpe em quem se dispôs a assistir a essa história bizarra até o fim: um final aberto! Laura encontra o ex na praia para uma despedida que também tem ar de reconciliação.

Ou seja, além de tudo, já que não há confirmação de continuação, o jeito é recorrer aos resumos de internet para saber o que acontece no último livro — há quem diga que essa mudança foi feita justamente para render outra produção, mas tem também os que acreditam que a ideia era não decepcionar quem shippa Laura e Massimo, uma vez que eles realmente se separam na obra original. Vamos acompanhar... ou melhor, não vamos, não.