Drauzio Varella revela que já usou maconha e defende outra educação sobre drogas

Drauzio Varella defendeu um outro diálogo sobre drogas (reprodução / YouTube PodPah)
Drauzio Varella defendeu um outro diálogo sobre drogas (reprodução / YouTube PodPah)

Resumo da Notícia:

  • Drauzio Varella foi entrevistado pelo PodPah e falou sobre a política de drogas no Brasil

  • O médico comentou que se deve falar sobre drogas com crianças de outra forma

  • Aos 79 anos, Varella revelou que já usou maconha durante a vida

O médico Drauzio Varella surpreendeu os apresentadores, e a audiência, do PodPah ao revelar que já fez uso de maconha em algum momento da longa vida de 79 anos. O médico defendeu uma maior educação sobre drogas durante a conversa.

Respeitado pelos pares e espectadores, o médico afirmou que a maconha não pode ser considerada uma “porta de entrada para drogas mais pesadas, como o crack”. Ele relatou que estudos científicos já provam que o uso da erva não é convidativo para outras substâncias.

Ele comentou que não vê uma discussão ampla e correta sobre as substâncias ilegalmente distribuídas no país. “Vejo as pessoas falando para crianças: ‘Droga mata, você vai morrer…’. Isso é mentira. Já viram alguém fumar um baseado e morrer de fome?”, questionou.

Dráuzio aproveitou o momento de descontração para brincar, arrancando gargalhadas dos apresentadores: “Não existe isso. Aliás, se por fumar um, você pudesse morrer, acho que aqui não tinha ninguém vivo”. Igão fez coro ao médico: “Concordo, não existiria o PodPah.”

É quando o profissional da saúde entrega que também já usou a erva: “Não estaria aqui, também, eu”. Mítico, às gargalhadas, completou o tema: “Essa conversa não iria existir”.

Varella gostaria que se falasse mais verdades sobre o uso de substâncias ilegais. “Você mente para a criança quando diz que as drogas matam. Que drogas? As drogas são completamente diferentes umas das outras. Maconha não mata. Tem que ensinar a criança dizendo assim: ‘Droga é bom’. Se não desse prazer, ninguém usava. Para que você jogaria fumaça no pulmão ou cheiraria pó se não tivesse prazer?", afirmou.

E continuou: “Uma coisa é você ter 32 anos e fumar maconha. Outra coisa é um menino de 12, porque isso vai interferir na formação do sistema nervoso central. Isso pode ser um problema que ele vai carregar para o resto da vida. Então não podemos ser permissivos desse jeito.”

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