Doria pede socorro a Guedes para liberar crédito bilionário à Sabesp

Sergio Lima/AFP via Getty Images

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Graças a um impasse em torno de empréstimo externo de US$ 300 mi para investimentos na companhia de saneamento Sabesp, quase cai por terra a boa relação do governo de SP com a equipe de Guedes.

  • Doria foi ao ministério na última quarta-feira para reverter a situação; equipe de Guedes acertou que o projeto de empréstimo será reapresentado em reunião extraordinária nos próximos dias.

Graças a um impasse em torno de empréstimo externo de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,274 bilhão) para investimentos na companhia de saneamento Sabesp, quase cai por terra a boa relação do governo de São Paulo com a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), órgão do Ministério da Economia responsável pelo acompanhamento e aprovação de empréstimos externos de Estados e municípios, barrou o financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco do Brics, ao Estado de São Paulo alegando que não faria sentido investimento numa estatal se o marco regulatório do setor de saneamento está mudando para abrir caminho para a privatização das companhias públicas. O empréstimo precisaria de aval da União.

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Isso fez com que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fosse ao ministério na última quarta-feira para reverter a recusa. A equipe de Guedes, apurou o jornal, acertou que o projeto de empréstimo será reapresentado em reunião extraordinária nos próximos dias.

Os projetos precisam da votação unânime dos sete conselheiros, de diferentes órgãos do governo federal, para que sejam aprovados. Um dos conselheiros resolveu questionar alguns aspectos da modelagem do financiamento à Sabesp e sugeriu a reprovação. O conselheiro que votou contra era o representante do secretário especial de Produtividade, Carlos Alexandre da Costa.

Em fase de elaboração havia muito tempo, o projeto de São Paulo recebeu pontuação alta. O critério de pontuação é definido por portaria com critérios objetivos. Os projetos são classificados e vão para reunião da Cofiex para sancionar a análise técnica.

Nem o governo paulista, nem o Ministério da Economia comentaram o caso. Uma fonte a par da negociação, contudo, disse que o problema já está resolvido.