Doria diz que vai pedir a Bolsonaro a transferência da Cinemateca, que pegou fogo

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SÃO PAULO, SP, BRASIL, 31-07-2021: Inauguração após a recuperação do Museu da Língua Portuguesa. Na ocasião estavam presentes o governador da cidade João Doria (Psdb), o presidente de Portugal  Marcelo Rebelo de Sousa, o prefeito da cidade Ricardo Nunes entre outros. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
SÃO PAULO, SP, BRASIL, 31-07-2021: Inauguração após a recuperação do Museu da Língua Portuguesa. Na ocasião estavam presentes o governador da cidade João Doria (Psdb), o presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa, o prefeito da cidade Ricardo Nunes entre outros. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou durante a reinauguração do Museu da Língua Portuguesa, neste sábado (31), que vai pedir ao governo federal a transferência da administração da Cinemateca Brasileira à gestão estadual paulista. Um galpão da instituição federal, que guarda a memória do cinema nacional, pegou fogo na quinta-feira (29) na capital.

Segundo Doria, o pedido será enviado pelo secretário estadual da Cultura, Sérgio Sá Leitão, nesta segunda-feira (2). A ideia é que a entidade federal passe para as mãos do governo paulista, em uma gestão compartilhada entre estado e município.

"A Cinemateca há muito tempo deveria ter sido transferida para a gestão do estado ou do município. Ela está aqui e é muito presente na vida cultural de São Paulo, apesar de servir ao país todo", afirmou Doria. "Aqui nós cuidamos muito melhor da cultura do que no governo federal", completou, em clima de disputa política com a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido).

Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital paulista, disse ainda ter solicitado uma vistoria no prédio atingido pelas chamas e também na sede principal da Cinemateca, que fica na Vila Clementino, para "contribuir na prevenção de futuros problemas".

Quando foi prefeito da capital, Doria chegou a estudar a transferência da Cinemateca para a gestão municipal. Mais tarde, quando Bruno Covas assumiu o cargo e Jair Bolsonaro já era presidente, o pedido foi oficialmente feito, mas ficou sem resposta.

Essa é a quinta vez que a Cinemateca enfrenta um incêndio -situação semelhante já havia ocorrido em 1957, 1969, 1982 e 2016. No ano passado, esse mesmo prédio foi atingido por uma enchente que danificou 113 mil cópias de DVDs.

Jair Bolsonaro não esteve presente na reinauguração do Museu da Língua Portuguesa, apesar de ter sido convidado, e tampouco respondeu ao convite. O presidente brasileiro participou neste sábado de um ato com motocicletas em Presidente Prudente, no interior paulista.

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