Dor em crianças: saiba diferenciar a crônica e a do crescimento

Redação Vida e Estilo
Small boy injured during physical exercises and woman physiotherapist trying to help him.
A dor crônica possui sintomas que podem ser confundidos com as dores de crescimento (Getty Images)

Até 20% das crianças sentem a chamada dor do crescimento, mas ela tende a acabar aos até 18 anos. A dor crônica, por outro lado, estende-se por um período maior do que o esperado, continuando até mesmo depois do tratamento primário oferecido pelo médico. A detecção dela não é tão simples, pois as dores podem ser o sintoma de outras doenças ou ainda sequer são detectáveis nos exames.

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A doença atinge principalmente a população idosa por estar ligada às alterações degenerativas naturais do corpo através dos anos. Porém, a dor crônica também pode afetar crianças e a falta de tratamento adequado pode prejudicar o seu desenvolvimento, como afirma a anestesiologista Alexandra Raffaini, especialista no tratamento da dor no Hospital das Clínicas e no Hospital Israelita Albert Einstein.

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Em seu blog Portal Drauzio Varella, o médico explica que as dores de crescimento são comuns em jovens até os 18 anos, com incidência maior em crianças entre as idades de 5 e 10 anos. Estas dores costumam desaparecer por conta própria.

A dor de crescimento ganhou esta denominação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para ser diferenciada outras doenças que causam dores semelhantes em crianças, como as crônicas.

Os tipos de dores são diferentes

Segundo Alexandra, é possível notar a diferença entre ambas as dores por meio do comportamento da criança. “Na dor de crescimento, que acontece em picos, durando curtos espaços de tempo e logo melhorando, a criança não deixa de fazer suas atividades habituais", explica a anestesiologista. "No máximo ela reclama de incômodo nas pernas ou nos pés, mas segue correndo e pulando”, completa.

Já em grande parte das dores crônicas, a criança fica amuada a ponto de não querer brincar. "Esse tipo de situação deve ser investigado pelo pediatra e ter acompanhamento de médico especializado no tratamento da dor, para que o tratamento específico seja estabelecido o mais precoce possível", avisa Alexandra Raffaini.